quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Borrell o jardim de

Borrell o jardim de Serguei Lavrov e o jardim de Borrell por Wevergton Brito Publicado 27/04/2023 12:09 | Editado 27/04/2023 14:33 Ficou tristemente famoso, nas relações internacionais, o discurso de outubro de 2022, do Alto Representante da União Europeia para Política Externa, Josep Borrell, na Academia Diplomática da UE. Falando para os futuros diplomatas do velho continente, Borrel ensinou: “Sim, a Europa é um jardim. Tudo funciona. […] A maior parte do resto do mundo é uma selva, e a selva pode invadir o jardim”, disse Borrell. A fala foi lembrada pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, nesta terça-feira (25), em coletiva de imprensa no Conselho de Segurança da ONU. “Todas essas reivindicações sobre, como disse Borrell, o ‘jardim’, cercado de selva, além de ser racismo e nazismo, refletem uma filosofia prejudicial a toda a humanidade, incluindo os pregadores dessa filosofia“. Lavrov expressou que os esforços do Ocidente para impor obstáculos à formação de um mundo multipolar só podem retardar esse processo, mas não por muito tempo, declarou. O chefe da diplomacia russa reiterou que o “mundo multipolar está sendo formado objetivamente” e, embora ainda não se saiba como será configurado, disse acreditar que “é melhor contar com a Carta da ONU, e com um Conselho de Segurança reformado”. A humanidade deve muita coisa à Europa, mas no belo jardim de Borrell (e Lavrov não deixou de lembrar este aspecto) frutificaram o colonialismo, o racismo, o fascismo e o nazismo, que até hoje, quais ervas daninhas, infestam jardins alheios ao redor do mundo e, repetindo velhas táticas com novas roupagens, tentam impedir que, como desejava Mao Tse Tung, “flores de todos os tipos desabrochem“.