segunda-feira, 5 de agosto de 2013

How The NSA Collects Your Data


INFOGRAPHIC • News • National Security • ISSUE 49•32 • Aug 5, 2013

In In the wake of the Edward Snowden whistleblowing scandal, pressure has mounted from citizens at large as well as politicians on both sides of the aisle to curb the National Security Agency’s domestic espionage powers. Here’s a look at how the NSA collects your personal data:
  • Step 1: NSA goes to Gmail, guesses “puppy64” as the password for all usernames, and successfully gains access to over 5 million email accounts
  • Step 2: Hits Ctrl+F, types “illegal activity”
  • Step 3: For anyone who doesn’t have a computer, NSA agents bring one right over to your home for you to use
  • Step 4: Automated bots install a tracking program on your internet browser, which logs your incredibly pathetic cycle of only ever visiting the same five sad little websites
  • Step 5: Randomly texts “what’s up?” to citizens and keeps detailed records of everyone’s responses
  • Step 6: Four thousand NSA workers silently tell themselves what they’re doing is okay
  • Step 7: You know how your password turns into dots after you type it? Well, the NSA figured out how to read dots
  • Step 8: NSA agent comes to your house and beats the piss out of you until you give him the information he wants
  • Step 9: America saved

El caso Snowden, "el peor fracaso de EE.UU. en 60 años"

La historia de Edward Snowden es "el mayor fracaso de la contrainteligencia estadounidense en los últimos 60 años", según publica el diario estadounidense 'The Wall Street Journal'.
Como se precisa en el artículo, esta historia solo se puede comparar con el caso del matrimonio Rosenberg, acusados y ejecutados en los años 50 por espiar para la Unión Soviética.
Además el rotativo dice que actualmente Edward Snowden ha proporcionado a Rusia más secretos sobre Washington que los que pueden conseguir cientos de espías.

Según el diario de negocios, ahora Moscú puede manipular a Washington mediante revelar o amenazar con revelar lo más interesante de las filtraciones de Snowden. 

La semana pasada Rusia otorgó a Snowden asilo político por un año.  El informante de la existencia de un programa secreto de vigilancia digital a cargo de la Agencia Nacional de Seguridad, logró abandonar la zona de tránsito de un aeropuerto moscovita, donde permaneció las últimas semanas pendiente de la decisión de las autoridades rusas.

El tema del espionaje y las filtraciones del extécnico de la CIA también han provocado una ola de agitación en Alemania.

Así, el ministro de Justicia germano ha pedido explicaciones a los servicios secretos alemanes tras la publicación de un artículo en 'Der Spiegel'. Allí se denunciaba la entrega de una enorme cantidad de datos a la Agencia de Seguridad Nacional por parte de la inteligencia de su país. 

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/102161-caso-snowden-peor-fracaso-eeuu

Governos latino-americanos são fundamentais para esquerda dos EUA, diz economista


Para Raul Ojeda, professor da UCLA, integração atual é momento histórico na América Latina


Único representante dos Estados Unidos inscrito em todas as atividades do Foro de São Paulo, Raul Hinojosa-Ojeda vê o atual momento da América Latina como “fundamental na história global”. Com a diminuição dos níveis de pobreza e a realização de reformas tributárias em diversos países, que representam uma nova relação do estado com a economia, o continente acaba por sugerir alternativas a Estados Unidos e Europa, de acordo com o diretor-executivo do Naid (North American Integration & Development Center, da University of California, de Los Angeles, EUA).

Vitor Sion/Opera Mundi

Ojeda defende o aumento do incentivo das universidades ao intercâmbio entre alunos de diferentes países 


Economista e PH D em ciência política pela Universidade de Chicago, o acadêmico nascido no México também argumenta que o sindicalismo e os imigrantes sempre estiveram como agentes da esquerda norte-americana. Leia a entrevista abaixo.

Opera Mundi: Você foi o único norte-americano inscrito em todas as atividades do Foro de São Paulo desde o curso de formação política. Qual é o seu sentimento em relação a isso?
Raul Hinojosa-Ojeda: Um dos objetivos do Foro de São Paulo é chegar à esquerda norte-americana. Eu participei de um evento do Foro de São Paulo em Nova York, há dois meses, antecipando o XIX Encontro do Foro, e compareceu muita gente dos grupos de imigrantes latinos, em especial salvadorenhos, venezuelanos e mexicanos. Isso aconteceu dentro de um grande sindicato, o SEIU (Service Employees International Union), que tem grande história de luta.

Leia mais: Opinião - A mão que balança o berço da violência

Há uma coisa muito importante que a esquerda latino-americana precisa entender: a esquerda e o movimento trabalhista nos Estados Unidos sempre foram liderados, de alguma maneira, por imigrantes. E agora há uma nova diáspora, latino-americana, que está tendo um papel chave até mesmo dentro do Partido Democrata. Vivemos uma oportunidade de fazer aliança com os imigrantes latinos nos Estados Unidos, que são os mais agredidos em termos de falta de direitos no país. Eles representam 55 milhões de pessoas. Os latinos nos Estados Unidos produzem mais que o PIB [Produto Interno Bruto] da maioria dos países da região. Então eles podem ser uma ponte entre aqueles que estão favoráveis a uma mudança migratória nos Estados Unidos e a América Latina.

A população norte-americana está se dando conta que viveu uma década de guerras no Oriente Médio. Os Estados Unidos não tiveram, nesse período, foco na América Latina. E isso foi algo bom, porque, neste contexto, foi possível desenvolver e consolidar a esquerda por aqui.

OM: Como você vê o atual momento da integração sul e latino-americana, dentro dessa perspectiva da região ter ficado, ao menos dez anos, longe do foco prioritário da política externa dos EUA?
RHO: Vivemos na América Latina um momento de importância global histórica. Não há nenhuma outra região no mundo que esteja passando por tantas mudanças em economia, política e estrutura social da população. Em um contexto democrático, a esquerda tem capacidade de ganhar eleições e implementar políticas públicas que produzem crescimento econômico e redução dos níveis de pobreza. Ainda que exista muita desigualdade, é importantíssimo como modelo, principalmente por ser em um contexto posterior ao do Consenso de Washington.

Leia mais: Por que alguém gosta do Foro de São Paulo?

Apesar do grande interesse no modelo chinês, é muito importante que se consolide aqui a esquerda, as múltiplas esquerdas. A nova esquerda do mundo está surgindo aqui. E é interessante refletir que os objetivos de política pública para os próximos anos, não só a redução da pobreza, mas também as mudanças tributárias, redefinindo o papel do estado na economia, estão sendo pensados com muito êxito aqui. É um tema que Estados Unidos e Europa também estão lidando. Mas é necessário assegurar que a capacidade da esquerda atuar se consolide.

Leia mais: Esquerda mexicana está dividida sobre pacto com Peña Nieto

A situação do Brasil agora, com a população nas ruas, é um grande desafio. Desafio mundial, porque acontece a mesma coisa na Turquia, na Rússia, em todo o Oriente Médio. São movimentos massivos populares que estão empurrando os limites que o capitalismo definiu para a representação democrática. A grande pergunta para o PT e para toda a América latina é como aprofundar a participação desses movimentos dentro do processo de democratização. Não vai ser fácil, mas acho que é fundamental para a história mundial que os governos de esquerda latino-americanos tenham êxito. 



OM: E sobre as próximas eleições na região, como no Chile, onde há importantes lideranças no movimento estudantil? O que você espera?
RHO: Vejo o Chile com grande interesse. Lá também houve manifestações nas ruas, especialmente de jovens, que questionaram o governo atual [de Sebastián Piñera] e deram força ao ressurgimento da candidatura de Michelle Bachelet. Vai ser muito importante ver como o Partido Comunista e o Partido Socialista se aliarão no Chile.

O que vai acontecer com o Brasil em 2014 também é uma questão importante. Já há um partido no poder por três mandatos. Não se pode perder o vínculo e a liderança que o PT pode exercer nos movimentos populares.

OM: Como acadêmico, qual a sua opinião sobre a universidade na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos?
RHO: A UCLA, onde trabalho, é a maior e mais rica universidade pública dos Estados Unidos. Há um nível acadêmico muito alto e pode servir como um tipo de modelo de excelência na educação pública. As universidades devem ser o ponto chave de investimento, para introduzir mais estudantes das camadas sociais que foram historicamente excluídas. Há muita gente que quer entrar no sistema universitário no Brasil, no México e nos Estados Unidos, por exemplo.

Leia mais: Divisão no Mercosul sobre acordo comercial com UE fica explícita no Foro de SP

Ao nível mundial, as universidades têm que ser os pontos chave também de inovação. Ser o elo de transformação da inovação tecnológica em serviço de um mundo sustentável e equitativo. E ao mesmo tempo manter o espaço de autonomia e liberdade, de aprofundamento do pensamento crítico.

Mantenho contato com acadêmicos de todo o mundo. Hoje em dia, muitos dos meus estudantes vêm da China e da Índia. É necessário mais integração entre os jovens de diferentes universidades. Os intercâmbios de estudantes e de jovens devem ser mais apoiados pelas universidades.  

domingo, 4 de agosto de 2013

En las movilizaciones sociales germina una política joven anclada en la participación


Indo-afro-latinoamérica




Indo-afro-latinomérica tiene rostro de pueblos en luchas y resistencias, parapetados en barricadas y en rutas cortando el paso al saqueo, a la exclusión y a la muerte, defendiendo la vida en todas sus dimensiones. Así ha sido por siglos y así es en el presente. Pero no siempre en las mismas condiciones, ni situaciones, ni con las mismas tareas o desafíos.El siglo XX puede definirse como el siglo dictatorial marcado por represiones y muertes de militantes del campo popular. Las organizaciones sociales se desarrollaron entonces en gran cercanía con las organizaciones políticas revolucionarias, y no pocas veces, nacieron bajo su inspiración o labor de base. Lo conspirativo-defensivo marcó el estilo de hacer política, la organización de sus actores y las interrelaciones entre ellos. Pero el tiempo de dictaduras saltó por los aires con las luchas de los pueblos que hicieron posible las aperturas democráticas. La caída del sistema socialista, abrió un período de confusión y desasosiego en las filas de gran parte de la izquierda político partidaria que fue aprovechado por el neoliberalismo triunfalista para impulsar sus feroces y regresivas políticas de saqueo prometiendo el advenimiento de un dulce y prospero futuro luego de la “necesaria” etapa inicial de “dolor y dureza”.
Sin esperar por los partidos de izquierda y sus directivas, los sectores populares, además de los siempre presentes movimientos indígenas, se levantaron prontamente para denunciar y resistir a tales políticas; en algunos territorios nacieron, crecieron y se consolidaron amplios y poderosos movimientos en campos y ciudades. En sus luchas construyeron articulaciones, experimentando la potencialidad de un actor colectivo capaz de constituirse en sujeto político de los cambios.
En las resistencias de las poblaciones de los barrios periféricos de las grandes ciudades (Santo Domingo 1984), en el levantamiento de Chipas (México, 1994), el Caracazo (Venezuela, 1989), la “guerra del agua” y las “guerras del gas” (Bolivia, 2000 y 2003), los levantamientos indígenas de (Ecuador, 2000), la constante recuperación de tierras por el MST (Brasil), el surgimiento de la central de Trabajadores Argentinos y los posteriores levantamientos piqueteros (Argentina 1991-2002), entre muchos otros ejemplos, germinaron nuevos sujetos socio-políticos y también una nueva dimensión de la política enraizada en lo social y sus luchas, con capacidad para cuestionar el poder establecido y disputarle la hegemonía política y cultural.
Lo reivindicativo revela su contenido político
Como nunca antes, las luchas reivindicativas mostraron en este período su rostro raizalmente político, es decir, cuestionador del sistema político, económico y social desde abajo. Pero en las filas de la izquierda partidaria faltó capacidad y sensibilidad para captar esta cualidad política revolucionaria presente en las luchas sociales; no era su práctica. Ello les impidió sumarse desde el inicio a la gesta de los movimientos, descubrir y poner de manifiesto los nexos comunes entre las distintas problemáticas y luchas sectoriales en aras de promover la articulación (convergencia) de las problemáticas sectoriales y de sus actores.
La convergencia supone, a la vez, la construcción de una subjetividad colectiva común, que es la que –en determinado momento , posibilita superar lo sectorial-corporativo y obrar colectivamente por objetivos sociales. Así ocurrió, por ejemplo, en Bolivia, con la formación del MAS, concebido por un conjunto de movimientos indígenas y sociales como su instrumento político para viabilizar las propuestas sociales, convertidas en agenda colectiva en las articulaciones y convergencias construidas por los diversos actores sectoriales en interacción permanente en jornadas de resistencias y luchas y en la elaboración de propuestas superadoras del estado de cosas.
Desde abajo, es decir, desde la raíz de los problemas reivindicativo-sectoriales, intersectoriales o sociales, con el protagonismo de los propios actores sociales emergía con fuerza una acción política nueva, no dicotomizada de lo social sino integradora, con clara vocación re-totalizadora de la sociedad fragmentada.
Un nuevo tiempo político: marcado por la emergencia de gobiernos populares y revolucionarios
Así fue como en diversos territorios de este continente los pueblos en lucha y sus movimientos abrieron posibilidades políticas para disputar y ganar gobiernos participando en elecciones, inaugurando con ello un nuevo tiempo político: el de la emergencia de gobiernos populares y revolucionarios, con las nuevas responsabilidades y tareas que ello implicaba e implica para movimientos, partidos y ciudadanía.
En su corta trayectoria, las experiencias en curso evidencian que el acceso al gobierno nacional puede dotar a los pueblos de una herramienta política clave para desarrollar/estimular procesos de empoderamiento colectivo capaces de impulsar el proceso socio-transformador. Pero también pone de manifiesto la posibilidad de quedar atrapados por la lógica superestructural y técnica.
Un gobierno revolucionario no puede limitarse a hacer una “buena administración”
Participar de las elecciones para acceder a espacios/fracciones del poder existente, limitándose luego a ejercerlo “correctamente”, ocupando los espacios parlamentarios o gubernamentales correspondientes nacionales o locales , sin hacer de estas instancias institucionales herramientas puestas en función del cambio social y del poder, reduce –hasta anular la perspectiva transformadora.Es central tener presente que esta opción no constituye el camino electoral para la “toma del poder”, es parte de una nueva concepción (y prácticas) de transformación social. De ahí la importancia que en estos procesos tiene la participación popular desde abajo, dentro y fuera de las instancias gubernamentales y estatales. Puede afirmarse que las revoluciones democráticas culturales en marcha son proporcionalmente idénticas a la participación protagónica de sus pueblos en ellas.
No se avanza con una sumatoria de medidas superestructurales por muy justas y razonables que estas sean. Hay que construir protagonismo popular como base política (auto)constituyente del sujeto político colectivo y esto solo puede lograrse forjándolo a cada paso y en cada paso. El aprendizaje como la enseñanza comienza en las prácticas cotidianas. Educar en lo nuevo comienza por desarrollar nuevas prácticas, dando el ejemplo; clave pedagógica vital de las revoluciones desde abajo.
Impulsar revoluciones desde los gobiernos pasa por hacer de estos una herramienta política revolucionaria: desarrollar la conciencia política, abrir la gestión a la participación de los movimientos sociales y sindicales, de los movimientos indígenas, de los sectores populares, construyendo mecanismos colectivos y estableciendo roles y responsabilidades diferenciados, para cogobernar el país. La fortaleza de los gobiernos populares radica en su profunda y creciente articulación con los pueblos, con los actores sociales, construyendo de conjunto mecanismos que acorten las distancias entre representación política y protagonismo social. Esta es la verdad que cristaliza en las calles, marcando la presencia de la conciencia sociopolítica popular hoy: no basta con acuerdos superestructurales para gobernar (Brasil), no basta con que las decisiones sean correctas (Bolivia), no hay que someterse a los designios del mercado (Chile), no se aceptará la mentira como verdad (México)… Los movimientos sociales y particularmente los jóvenes del continente, ponen sobre el tapete la impronta política de este tiempo: la participación.
Se trata de avanzar hacia nuevas institucionalidades, modos y vías de ejercerlas; abrir las puertas del gobierno y el Estado a la participación de las mayorías en la toma de decisiones, en la ejecución de las mismas, y en el control de los resultados, en la medida que la construcción política y la transformación de las bases jurídicas de las instituciones estatales y gubernamentales lo posibilite. De ahí el papel central de las asambleas constituyentes en estos procesos.
El papel fundamental de las Asambleas Constituyentes
Resulta central la realización de asambleas constituyentes. De ellas emana el sustrato jurídico, político y social para abrir paso a una nueva institucionalidad, engendrada embrionariamente en los procesos de luchas sociales, abanderados por la resistencia, el empuje y los reclamos históricos de los pueblos de este continente (con sus organizaciones sociales y políticas), en primer lugar de los pueblos indígenas originarios y sus comunidades.
Obviamente, las asambleas constituyentes no son el motor del cambio. Los pueblos han de prepararse para plasmar en ellas sus puntos de vista, proponiendo y defendiendo contenidos acorde con sus intereses y su proyección estratégica. Pero en esto, como en todo, es importante tener presente que el cambio de sociedad es procesal: Habrá que hacer tantas asambleas constituyentes como lo vaya reclamando y posibilitando la profundización y radicalización de cada proceso, marcado en primer lugar por las condiciones específicas y por la maduración política del actor colectivo.
En las movilizaciones sociales germina una política joven anclada en la participación
Sumándose a las experiencias de las grandes jornadas de luchas populares contra el neoliberalismo, las masivas movilizaciones recientemente ocurridas en México, en Bolivia, en Brasil, en Chile, en Colombia, han puesto una vez más en el quehacer político la impronta de la participación sociopolítica de los movimientos indígenas y sociales, del pueblo trabajador y de las juventudes en particular. Ellas anuncian claramente la irrupción de una política joven, que no puede equipararse con algunos intentos de maquillar la vieja política y sus estructuras partidarias “con presencia de jóvenes”, aunque estos son sin dudas un pilar esencial del nuevo sujeto colectivo.
Hay avances significativos en esta dirección, sobre todo en los procesos de Venezuela (Consejos Comunales, Gobierno de Calle), y en Bolivia (revitalización de las asambleas de base como dinamizadoras de las transformaciones sociales, rectificación de medidas –aunque justas no comprendidas por una parte de la población; la construcción desde las comunidades del estado plurinacional intercultural). En el caso de Brasil, las movilizaciones recientes, las multitudes de jóvenes en las calles pusieron al desnudo las debilidades del sistema político partidario que asumió el PT, mezclando viejos dogmas de la izquierda con las exigencias del establishment y sus tentadoras alianzas y acuerdos por arriba en aras de sostener la “gobernabilidad”. Rechazando esto, cuando todo parecía brillar y marchar sobre ruedas, la juventud salió a increpar a “la razón política” imperante haciéndose oír en las calles. Desde allí, la ciudadanía movilizada recupera socialmente –de hecho la política, anquilosada en aparatos partidario-estatales-gubernamentales. Con su accionar rebasa a los partidos políticos tradicionales de derecha, de centro, y también de la izquierda; los manifestantes expresan claramente: ¡queremos participar! Revitalizan así el corazón revolucionador de todo proceso de cambio social popular: la participación de los de abajo en las decisiones gubernamentales estatales y en la ejecución y control de las políticas públicas.
Quitarse las anteojeras
A pesar de la contundencia de su realidad y mensaje, el peso de la vieja cultura que asecha la mentalidad y las prácticas de la izquierda partidaria, se hace presente a la hora de interpretar los acontecimientos. Son muchos los partidos de izquierda persisten defensivamente en su ceguera escudados en viejos tabúes de desconfianza porque, según dicen, “nadie los controla”, “no hay organización ni dirección”. No toman nota que esto es, exactamente, lo que está mostrando (y reclamando) la juventud en las calles: Abrir las compuertas de la política y de las organizaciones políticas, transformándolas, abriéndolas a la participación de los diversos sujetos, es el anhelo que late en el corazón de los reclamos.
No es un detalle insignificante que esta historia pueda escribirse apenas mencionando a los partidos de izquierda entre los protagonistas. Y ello tiene que ver tanto con las conductas políticas del pasado reciente como con las del presente, agravadas en este caso, si estas izquierdas gobiernan o son parte de gobiernos, puesto que –sin dar cuenta de los cambios- trasladan a estas instancias sus antiguas anteojeras político-culturales: respecto de la acción política (por arriba), y respecto de la organización y conducción políticas, sosteniendo criterios vanguardistas que (auto)otorgan a las élites políticas la capacidad de “saber” lo que hay que hacer, y dejan a las mayorías “alienadas” o sectorializadas y sus movimientos las luchas reivindicativas inmediatas. Es el mismo esquema piramidal, jerárquico y subordinante que la izquierda partidaria sostuvo en el siglo XX, sustentado en el presente como si nada hubiese ocurrido ni cambiado.
Por mucho que los representantes de tales partidos evoquen a Lenin creador del partido revolucionario “de nuevo tipo”, pensado por él en virtud del sujeto, las condiciones y las tareas de su época , está claro que Lenin se espantaría al ver que, en más de un siglo, a pesar de los grandes cambios ocurridos en el sistema-mundo ahora bajo el dominio global del capital, las “vanguardias” de izquierda no modificaron los criterios básicos de su organización político-partidaria para que esta sea convergente con los sujetos, las tareas de este tiempo y las condiciones (objetivo-subjetivas) de transformación revolucionaria de las sociedades en el presente. Resulta casi una obviedad decir esto, pero es parte de la realidad. Y ciertamente, constatar este anquilosamiento es más impactante aun en este continente, donde las luchas sociales y el quehacer político protagonizado por diversos movimientos sociales, indígenas, sindicales, urbanos y rurales, marcaron el rumbo y el camino de lo nuevo y –con ello , crearon también las condiciones para que la izquierda partidaria (tradicionalista) modificara sus conductas y posicionamientos políticos. Es parte de sus actuales retos.
Superar la falsa dicotomía: “partidos o movimientos”
Las anteojeras político-culturales de esta izquierda influyen en las lecturas que hacen de la realidad social, sus dinámicas y actores, convirtiéndolos en obstáculos para lo que según sus prejuicios se “debe hacer”. Revitalizando la falsa y vieja dicotomía entre lo social-reivindicativo-sectorial y lo político, interpretaron que la irrupción protagónica de los movimientos sociales en Indo-afro-latinoamérica en defensa de la vida, era una “amenaza” para su condición de “vanguardia”. Ciertamente la ponía en jaque, pero no por “imponerse”, sino porque reclamaba –de hecho abrir las compuertas de la política al conjunto de actores sociopolíticos. Sin embargo, lejos de ello, la nueva realidad abrió cauces a una nueva fractura: entre los partidos de izquierda y los movimientos indígenas y sociales, fractura que se expresa en sus articulaciones locales, nacionales y continentales, y que ha dado lugar a la formación y permanencia, por un lado, del Foro de San Pablo (sin movimientos) y, por otro, del Foro Social Mundial (sin partidos).
Construir un foro continental de articulación socio-política
En este sentido, el desafío es –además de mantener los espacios específicos constituidos , construir ámbitos de articulación, coordinación y conducción política conjunta entre los actores sociales y políticos, dando pasos concretos que impulsen los procesos de conformación constitución del sujeto sociopolítico colectivo, en cada país y también en el ámbito continental. Y esto poco y nada tiene que ver con la actual propuesta-invitación del Foro de Sao Paulo a los movimientos sociales para que se agrupen y constituyan “un capitulo” en el seno del Foro.
Tanto para partidos de izquierda como para movimientos sociales es tiempo de superar fragmentaciones y rivalidades estériles. No se trata de quién es “mejor”. Las críticas a los partidos de izquierda no persiguen su desaparición, ni su sustitución por los movimientos; no se trata de una actitud “contra los partidos”, aunque posiblemente algunos sectores así lo entiendan. Lo importante en este aspecto es tomar conciencia de que las rémoras emergen de las prácticas cotidianas de cada sector (político y social) y que, por tanto, es desde ahí que empieza a construirse el cambio: en las dinámicas e interrelaciones cotidianas entre partidos de izquierda y movimientos indígenas y sociales, construyendo conjuntamente, en cada lugar, las convergencias: mesas de trabajo colectivo, interconsultas, propuestas intersectoriales, coordinaciones, etc. No hay forma de aprender a articular y coordinar como no sea articulando y coordinando. Vale decir que este es también el camino de la cimentación de confianzas mutuas, aspecto que –en el quehacer político actual , ocupa un lugar central.
El desafío político de la articulación va más allá de una asignación de roles y delimitación de espacios entre partido y movimientos. Articular a los diversos sectores y actores sociopolíticos, implica también articular sus problemáticas aparentemente inconexas entre sí, sus identidades y subjetividades, sus modos y caminos diversos de participación política, que nace en el quehacer de las comunidades campesinas y se extiende hasta las redes sociales virtuales. No es una suma, es una multiplicación. Y ello solo puede lograrse a partir de la participación plena de todos y cada uno de los actores sociales y políticos.
Articular alude a reunión, pero en lo que hace a la construcción de un sujeto político colectivo, esa reunión supone construir las convergencias en aspectos claves articuladores, que conjugados ponen al descubierto el origen social sistémico de los problemas de unos y otros, y buscan caminos conjuntos para encaminarse a su superación, solución etc., impulsando procesos de cambio social. Pero esto no cabe en una concepción que sostiene criterios y prácticas de relación vertical y jerárquica, en la que los partidos confunden capacidad de dirección política, con que sean ellos los que deciden, los que dicen qué y cómo.
Por eso para la izquierda partidaria el mensaje de las movilizaciones sociales y la presencia multitudinaria de jóvenes en las calles, es claro: urge quitarse las viejas anteojeras acerca de la política y sus actores protagonistas, acerca de los modos y ámbitos de de interrelación, de creación de conocimientos, propuestas y programas políticos.
Un nuevo tipo de conducción política es necesaria
Es vital dar cuerpo a modalidades de interrelación horizontal entre partidos y movimientos; estas apuntan a transformar precisamente el viejo esquema jerárquico piramidal. Lo horizontal no alude a una forma organizativa ni la propone; es un principio de igualdad de capacidades entre actores-sujetos, en aras de construir una interrelación dialogal entre pares. Este principio ha sido hasta ahora subestimado y desestimado por los partidos de izquierda, quienes redujeron el planteamiento de horizontalidad a una cuestión morfológica y, sobre esa base, la desecharon por considerarla: basista, espontaneísta, anarquista, etc., todo, menos pensar en modificar los arcaicos esquemas partidarios para ponerlos a tono con la realidad de los sujetos político-sociales, con sus modalidades de existencia y organización, y con las tareas político-sociales-culturales que reclama la transformación raizal (desde abajo) de la sociedad capitalista en el presente.
La interrelación plural horizontal no es el problema, sino la fragmentación, la sectorialización de las luchas y sus actores, y la transición defensiva de éstos hacia grupos reivindicativos-corporativos.
Superar la fragmentación social, política, cultural y de conciencia: construir la subjetividad política colectiva común
Las instancias organizativas articuladoras son importantes, pero trascender la fragmentación (social, política, cultural y de conciencia) implica la simultanea y permanente construcción de una subjetividad colectiva que se proyecta políticamente en las propuestas comunes en función de cambios sociales. Si no se construye simultáneamente con las articulaciones coyunturales, una subjetividad política colectiva para el cambio social que sitúe e identifique a todos en un mismo afán político-social, la fragmentación, las miradas sectoriales y las apetencias corporativas no se superarán.
Construir el sujeto colectivo del cambio
Los procesos de cambio abiertos en Indo-afro-latinoamérica reclaman articulaciones sociopolíticas de nuevo tipo: horizontales, plurales, interculturales, dinámicas, como camino de (auto)constitución de los actores-sujetos en sujeto colectivo. Vale tener presente también la emergencia o maduración de nuevos actores sociopolíticos y sus demandas, aspiraciones y propuestas. Por ello reconstruir permanentemente la subjetividad colectiva común y las articulaciones es una constante en las tareas democratizadoras revolucionarias.
Todas ellas apuntalan un objetivo central: la construcción (permanente) de la fuerza social y política de liberación, sujeto político colectivo de los cambios en procesos de revolución democrático-cultural hacia un nuevo modelo civilizatorio. Esto significa, en apretada síntesis, articular una fuerza político-social de liberación que abarque lo parlamentario-institucional, pero sin limitarse a ello.
La conducción política del proceso revolucionario reclama la articulación unificada, colectiva y común de ámbitos para los quehaceres parlamentarios y extraparlamentarios: es la fuerza sociopolítica colectiva articulada la que se desdobla y crea su fuerza político electoral, que es parte del conjunto de fuerzas sociopolíticas del cambio raizal del mundo y constructora de la nueva civilización, o sea, en este sentido, la fuerza social, política y cultural de liberación.
Isabel Rauber. Pensadora latinoamericana. Estudiosa de los procesos de construcción de poder popular desde abajo en indo-afro-latinoamerica. Profesora universitaria. Pedagoga política. Doctora en Filosofía.
Rebelión ha publicado este artículo con el permiso de la autora mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.

sábado, 3 de agosto de 2013

Manning, Assange, Snowden, contra el neonazismo




Manning, Assange, Snowden, son los nuevos héroes por la verdad. De la misma manera que los nazis, los fascistas, los franquistas perseguían a quien levantaba la voz contra sus crímenes, estos son los últimos perseguidos públicamente para escarmiento de quien se atreva. Tras ellos y junto con ellos, hay muchas otras víctimas. Piense en golpes de estado, en invasiones, en guerras provocadas, en cárceles secretas y no secretas, como Guantánamo, siempre contra los Derechos Humanos, piense en la dominación internacional mediante gobiernos títeres y corruptos, juzgue usted a los responsables de tanto daño a la Humanidad.Manning, Assange, Snowden, son perseguidos por obama y sus banqueros, militares y agencias de espías, mercenarios y congresistas del FMI y los demás montajes antidemocráticos, enemigos de la libertad en general y de la libertad de expresión en particular. Sus gestores políticos, sus periódicos mercenarios, sus agentes colocados en los cargos de responsabilidad pública y oculta, infiltran en el cuerpo social advertencias, calificativos degradantes, acusaciones oscuras para introducir el rechazo social a quienes denuncien a los autores intelectuales y materiales de la terrible marcha criminal con la que fuerzan a todos los pueblos.
Manning, Assange, Snowden, el primero y el tercero son estadounidenses, salen de las tripas del imperio para hacer honor a la democracia y la libertad de expresión, para denunciar las aberraciones que oculta el neonazismo estadounidense, para enseñarnos cómo incumple las leyes democráticas y se fortalece en la injusticia en busca de la dominación mundial, cómo, jactándose de su atropello a la libertad y a los derechos, quiere meter en la cabeza de la gente que la injusticia es parte natural de la vida, que la injusticia no es mala, que es también ética porque es justo explotar a toda persona que se pueda explotar. Su práctica esta ahí para la historia de nuestros días. Conforme obama y los suyos hacen todo esto, al mismo tiempo habla de libertad, y habla y habla y habla. Dos caras, habla de libertad para el mundo y vigila a la población mundial, maniobra con los gobiernos a su servicio, falsifica la información sobre la realidad, prohíbe las voces que le descubren, y las persigue brutalmente.
Manning, Assange, Snowden, han hecho que se decanten los gobiernos que están bajo el régimen imperial neonazi, que se vean y escuchen en video sus acciones y sus palabras, que se lean sus documentos internos, han aportado las pruebas de su actividad criminal. Manning, Assange, Snowden, han conseguido una última cosa, que se conozca a los gobiernos que defienden la libertad de los pueblos frente al imperio.
La falta de ética de los obamas, su falta de moral, no tiene límites; hace tan sólo unos días estuvo obama visitando la cárcel desde la que se metían en barcos a los africanos capturados por los esclavistas europeos, barcos en donde morían el 60%, el 70% de los que llevaban secuestrados a América a trabajar como esclavos; a la vista de lo que han hecho con Branning, Assange, Snowden, es de pura lógica que obama desde aquella cárcel, sintiese el hilo que le llegaba de los esclavistas y, continuador, echase sus cuentas sobre lo que haría con los pueblos que denuncian sus atropellos y con los tres héroes de la libertad de expresión, qué haría con los tres que han hecho que se le vea el bigote hitleriano, en un momento como ese en que había ido a conocer una cárcel para hacer esclavos, qué haría con los tres que nos han enseñado cómo es un hitleriano de nuestro tiempo.
Aquí dejo dos escritos de otro estadounidense honesto y amigo de los pueblos en lucha por su libertad, Mark Twain (1835-1910), como verán trata las mismas cuestiones que han hecho ver al mundo, cien años después de la muerte del escritor, que el imperio, que pasa por ser la democracia por excelencia, no es más que puro cartón. Hoy, debido a las fuerzas de la tecnología la denuncia de los obamas se extiende con más facilidad. Pero leamos los textos de Mark Twain, en el primero de ellos habla de cómo son elegidos los obamas para el Parlamento:
“El sistema democrático”: “Noble sistema, verdaderamente, en el que un hombre como R.H.Dana no puede ser respaldado y en el que una persona como Jones, cuyo lugar apropiado es el de picapleitos en un tribunal de muertos, es enviado al Senado de los Estados Unidos; en el que resulta imposible recompensar con el honor de la presidencia a los ciudadanos más ilustres y mejor capacitados. Miren esta lista: Polk, Tyler, Pierce, etcétera, y casi Tilden, con el juicio pendiente por ocultación de ingresos. Media nación votó por él. Ese pordiosero Congreso de la ignorancia y el fraude. Banda de ladrones pagados.” El segundo texto nos ilustra sobre cómo practican en ese país la libertad de expresión y de conciencia, lo tituló “Libertad de Expresión y conciencia”: “Por bondad de Dios tenemos en nuestro país estas tres cosas indeciblemente preciosas: libertad de expresión, libertad de conciencia y prudencia para no ejercer jamás ninguna de las dos.” Los dos textos aparecen en “Mark Twain´s Notebook. Selección, A. B. Paine. Nueva York, Harper and Brothers, 1935.

Ramón Pedregal Casanova es miembro del Frente Cívico Somos Mayoría, y autor de “Dietario de crisis”, puedes bajártelo de Libros Libres, en rebelion.org, y es autor de “Siete Novelas de la Memoria Histórica. Posfacios”, editado por Fundación Domingo Malagón.
Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.

Vigilancia, sousveillance y PRISM


ethanzuckerman.com

Traducido del inglés para Rebelión por Christine Lewis Carroll

Unos amigos de Die Zeit que me habían oído hablar sobre la omnipresencia de las cámaras de vigilancia en el foro Personal Democracy Forum me pidieron escribir un artículo para su periódico. Ésta es la versión en inglés que escribí justo antes de las protestas Restore the 4th [que buscan fortalecer la cuarta enmienda de la Constitución de los Estados Unidos y poner fin a los programas que la infringen] que se celebraron en Washington DC y otros lugares.Las revelaciones sobre la magnitud de la vigilancia del gobierno estadounidense de los medios electrónicos han desencadenado diversas reacciones en todo el mundo. Fuera de Estados Unidos los ciudadanos y sus gobiernos están con razón furiosos de que la Agencia de Seguridad Nacional monitorice sistemáticamente las comunicaciones de las plataformas más utilizadas del mundo. Que Estados Unidos espíe al parecer a sus aliados más allegados en los despachos de la Unión Europea sólo añade el insulto al agravio.
Las reacciones a estas revelaciones dentro de Estados Unidos han sido decepcionantemente tenues. Los libertarios y defensores civiles de la libertad de expresión en Internet luchan por encauzar su ira y proyectan celebrar una gran protesta en Washington DC el 4 de julio. Pero las respuestas más extendidas incluyen la aceptación de cualquier invasión de la privacidad a cambio de impedir la violencia terrorista y la insistencia cínica en que nadie debería sorprenderse de que tanto las corporaciones como los gobiernos monitorizan las redes electrónicas.
Como abogado frustrado de la libertad de expresión en Internet busco siempre maneras de ayudar a mis compatriotas en Estados Unidos a entender el significado de la vigilancia generalizada en Internet. A diferencia de Alemania, donde el recuerdo de la Stasi desencadena una resistencia instintiva al fenómeno de la observación, la vigilancia en Estados Unidos se ha centrado a menudo en los grupos políticos marginales, lo que hace que muchos estadounidenses crean que la vigilancia no va con ellos. Esta búsqueda de hacer visible la vigilancia me ha conducido al trabajo del doctor Steve Mann sobre la sousveillance.
Mann es profesor de la Universidad de Toronto e innovador en el mundo de los ordenadores que se pueden llevar en el cuerpo. En 1981, como estudiante del Instituto Tecnológico de Massachusetts, creó la primera generación de EyeTap, una cámara que se acopla delante de los ojos y que graba lo que ve el portador realzado por un ordenador. Más de 30 años antes de la creación de Google Glass, Mann empezó a vivir con una cámara a cuestas y registraba todo lo que veía, una experiencia que le ha proporcionado un gran conocimiento del hecho de la observación y que a uno lo observen.
Mann acuñó el término sousveillance -observar desde abajo- como alternativa a la surveillance [vigilancia] -observar desde arriba-. Con la vigilancia, los organismos poderosos controlan el comportamiento de las personas mediante la observación o la amenaza de observarlas, como es el caso del Panopticon [un edificio carcelario circular que permitía observar a los reos en todo momento] inventado por Jeremy Bentham. Con la sousveillance, las personas invierten el paradigma al apuntar las cámaras hacia los organismos, con la promesa de documentar y compartir los casos de la mala conducta con una audiencia potencialmente global mediante las redes electrónicas.
Uno de los efectos de la sousveillance es que se susciten debates sobre qué significa ser vigilado. Aun cuando la vigilancia sea visible -como es el caso de las cámaras de circuito cerrado (CCTV) que pueblan muchas calles de nuestras ciudades- la mayoría de nosotros tiende a ignorar a los observadores ocultos que nos monitorizan. Pero cuando alguien nos apunta con una cámara -sobre todo una montada en sus gafas- reaccionamos a menudo con ira o consternación. A Mann -que lleva su EyeTap permanentemente- lo agredieron los empleados de McDonalds en París, disgustados porque sacaba fotos, y quisieron obligarlo a retirarla.
Provocaciones similares pueden ser necesarias para desencadenar nuestras reacciones frente a la vigilancia en Internet. Creepy -un programa inventado por Ioannis Kakavas- sigue en un mapa los movimientos de una persona mediante su participación en las redes sociales. Mientras Creepy se ideó como un proyecto activista, los programas comerciales usan técnicas similares. Una aplicación controvertida de iPhone -Girls Around Me- proporciona datos en Foursquare a los hombres que buscan citas; identifica los lugares de la ciudad en que las mujeres se han registrado. Las reacciones encendidas a estos programas, junto con la existencia de bares que prohíben que sus clientes lleven Google Glass, sugieren que la idea de Mann de que la vigilancia sea tanto personal como visible puede ser el primer paso para suscitar un debate acerca de qué tipos de observación proceden y cuáles no.
Otro aspecto de la sousveillance que merece la pena explorar es la idea de que las personas pueden meter en cintura a los poderosos al documentar los casos de mala conducta. Aunque esta idea puede parecer desesperadamente ingenua ante sistemas tan masivos y generalizados como PRISM, hay casos en los que observar desde abajo ha ayudado a combatir los abusos de poder. El nombramiento de Morgan Tsvangirai como primer ministro de Zimbabwe en 2009 fue consecuencia directa de la táctica de su partido de fotografiar el recuento de votos en cada colegio electoral, lo que permitió una tabulación paralela de la votación. Al presentar la prueba de que Tsvangirai había vencido a Mugabe en la primera vuelta, el gobierno de Mugabe no pudo amañar las elecciones y se le obligó a aceptar un acuerdo para compartir el poder con Tsvangirai, el jefe de la oposición.
Los activistas del movimiento Occupy han utilizado más recientemente el streaming [transferencia continua] de video en directo como técnica para documentar sus protestas y la violencia policial ejercida contra los manifestantes. Docenas de cámaras captaron las imágenes del teniente John Pike mientras rociaba con spray de pimienta a los manifestantes sentados en una protesta pacífica deOccupy en la Universidad de California en Davis. El incidente -ampliamente difundido- llevó al cese del jefe de policía de Davis y dos agentes y al despido del teniente Pike, lo que dio lugar a una de las imágenes más poderosas de las asimetrías a las que el movimiento Occupy buscaba enfrentarse.
Las cámaras omnipresentes pueden documentar cómo funcionan ciertos organismos y los abusos de poder. El candidato presidencial republicano Mitt Romney tuvo un descalabro durante su campaña electoral cuando se difundió un video en que consideraba al 47% del electorado estadounidense como votantes improbables porque “se creían víctimas” y dependientes de los servicios gubernamentales. El video, grabado en secreto por Scott Prouty en un acto celebrado para conseguir fondos, se difundió ampliamente en Internet y los activistas lo consideraron una prueba de que Romney no estaba en contacto con el electorado.
Más recientemente la sousveillance ha demostrado su capacidad de documentar los movimientos de protesta en Turquía y Brasil que ignoraron inicialmente los medios de comunicación dominantes. En Turquía la CNN emitió un documental sobre pingüinos en vez de las imágenes de Gezi Park, lo que llevó a los manifestantes a colocar máscaras de gas a los pingüinos en protesta por el uso por parte del gobierno de gas lacrimógeno y el silencio de los medios acerca de las protestas. Frente a la falta de atención de los medios los manifestantes utilizaron su propia documentación para difundir las protestas del parque al público de Internet y que éste empezara a realizar sus propias protestas.
No parece que el gobierno de Obama vaya a cambiar de política con respecto a la vigilancia en Internet sin que se produzca una protesta generalizada sostenida y popular. A medida que los activistas buscan desencadenar dicha protesta, puede ser necesario que el fenómeno de la vigilancia se haga más visible, de manera que ésta sea mucho más controvertida.
1 Un programa de vigilancia electrónica de la Agencia de Seguridad Nacional estadounidense. [N. de la t.]
Fuente: http://www.ethanzuckerman.com/blog/2013/07/10/surveillance-sousveillance-and-prism-an-op-ed-for-die-zeit/

Bradley Manning: condenado no "país da liberdade" por suas convicções



Democracy Now!


“La guerra es una estructura peligrosa, que puede desmoronarse fácilmente y sepultarnos entre sus
escombros”, escribió Carl von Clausewitz, el general y teórico militar prusiano del siglo XIX en su texto “De la guerra”, hace casi 200 años. Esta cita fue tomada del capítulo “La información en la guerra”, un tema que resuena fuertemente en la actualidad desde lugares tan disímiles como Fort Meade, Maryland, donde un tribunal militar acaba de hallar culpable al soldado Bradley Manning de espionaje; hasta la Embajada de Ecuador en Londres, donde el fundador de WikiLeaks, Julian Assange, vive desde hace más de un año, tras haber recibido asilo político para evitar ser procesado en Estados Unidos; pasando por Rusia, donde el informante de la Agencia de Seguridad Nacional Edward Snowden recibió asilo temporal.
La condena de Manning suscitó un interés momentáneo entre los miembros de los medios dominantes de Estados Unidos, que dedicaron muy poca atención al consejo de guerra que se desarrolló a lo largo de dos meses, apenas unos kilómetros al norte de Washington D.C. Los seguidores de Manning expresaron alivio de que fuera absuelto de la acusación más grave presentada en su contra: colaborar con el enemigo, algo que le hubiera significado una condena a cadena perpetua. Sin embargo, fue hallado culpable de 20 de los 22 delitos que se le imputaron, y podría ser condenado a hasta 136 años en prisión. El tribunal se pronunciará acerca de la condena en las próximas semanas.
“Bradley Manning es un mártir ahora. Todo el mundo entiende que Bradley Manning le brindó información a los medios acerca de crímenes de guerra y de la política en torno a la guerra, y alguna de esa información se publicó en los medios. No se lo acusa de haber trabajado para intereses extranjeros, ni de haberse beneficiado personalmente con las revelaciones. Han puesto a Bradley Manning en una situación injusta, en la que afronta una pena de hasta 136 años de prisión. Eso desprestigia al Gobierno de Estados Unidos y a la justicia de ese país”, afirmó Julian Assange desde la embajada de Ecuador en Londres. “El veredicto es claramente un intento de quebrantar a los informantes, pero no lo lograrán”.
Cabe resaltar que el ex Secretario de Defensa de Estados Unidos Robert Gates le envío una carta al senador Carl Levin en 2010, en la que escribió acerca de las filtraciones: “Hasta el momento, la investigación no ha revelado que la filtración haya puesto en peligro ninguna fuente ni método de información”.
Bradley Manning realizó una declaración al inicio del Consejo de Guerra, en la que asumió la responsabilidad de las filtraciones, pero, lo que es más importante, expresó su motivación para hacerlo. Manning habló específicamente del video de la masacre de una docena de civiles en Bagdad el 12 de julio de 2007, registrado por el propio helicóptero Apache que les estaba disparando. Dos de las víctimas mortales trabajaban para la agencia de noticias Reuters: el camarógrafo Namir Noor-Eldeen, de 22 años, y su chofer, Saeed Chmagh, que tenía cuatro hijos.
Podemos escuchar las propias palabras de Manning, gracias a una grabación de audio no autorizada de su declaración, que se filtró en forma anónima. Manning afirmó: “Sin embargo, el aspecto más aterrador del video para mí fue la masacre perpetrada aparentemente con placer por el grupo de armas aéreas. Deshumanizaron a las personas a las que disparaban y no parecían valorar para nada la vida humana. Se referían a ellos como 'malditos muertos', y se felicitaban entre ellos por la capacidad de matar a muchas personas a la vez. En un momento del video se puede ver a una persona en el suelo intentando arrastrarse hasta un lugar seguro. Estaba gravemente herida. En lugar de llamar a una ambulancia, un miembro del equipo de armas aéreas solicitó a la persona herida que tomara sus armas para tener motivo para dispararle. …Para mí, esto se parece mucho a un niño que tortura hormigas con una lupa”.
Una de las acusaciones de las que Manning fue hallado culpable fue la de “publicación arbitraria”. Es una acusación sin precedentes en el derecho militar. El abogado de Manning dijo que se trata de un delito inventado. El verdadero delito, del que nadie fue acusado, es la arbitraria falta de respeto por la vida humana que Manning denunció.
La filtración de Bradley Manning les dio a Reuters y al mundo una imagen clara del horror de la guerra moderna y de la muerte violenta de dos trabajadores de los medios en el cumplimiento de su deber.
Como afirmó el joven soldado en su elocuente declaración: “Pensaba que si el público en general, en particular el público estadounidense, tenía acceso a la información que contenían [las filtraciones], se podría suscitar un debate nacional sobre el papel de las fuerzas armadas y de nuestra política exterior en general, con relación a Irak y Afganistán”.
De hecho, Bradley Manning suscitó el debate. La última ola de filtraciones, la de Edward Snowden, ayudó a intensificarlo, y hasta generó una inusual alianza en el Congreso entre legisladores demócratas y republicanos que tiene como objetivo restringir el alcance de lo que muchos consideran un Estado de seguridad nacional exacerbado. Si bien la semana pasada la propuesta de enmienda presentada por el representante republicano Justin Amash y el demócrata John Conyers fue rechazada en la Cámara Baja por una diferencia mínima de votos, ambos redactaron un proyecto de ley aparte denominado H.R. 2399 con el mismo objetivo.
Carl von Clausewitz escribió: “La gran incertidumbre que rodea los datos disponibles en la guerra constituye una dificultad característica, porque, hasta cierto punto, la acción debe ser dirigida prácticamente a oscuras”. Bradley Manning realizó actos muy valientes para publicar información, atravesar la barrera de ocultamiento de la guerra y hacer públicos los perversos mecanismos del tipo de guerra estadounidense moderna. Edward Snowden ha revelado la sofisticación y el alcance extraordinario del Estado de vigilancia en Estados Unidos, que reprime a quienes se atreven a revelar información importante. Mientras tanto, Julian Assange permanece encerrado entre las cuatro paredes de la embajada, perseguido por el crimen de publicar información. Sin embargo, quienes planificaron las guerras, quienes cometieron los crímenes de guerra y quienes realizan el espionaje ilegal están, por el momento, en libertad.

Denis Moynihan colaboró en la producción periodística de esta columna.
© 2013 Amy Goodman
Texto en inglés traducido por Mercedes Camps. Edición: María Eva Blotta y Democracy Now! en español, spanish@democracynow.org
 Fuente: http://www.democracynow.org/es/blog/2013/8/2/bradley_manning_condenado_por_sus_convicciones