quinta-feira, 18 de julho de 2013

Intervençpão neoliberal em Portugal já destruiu 500 mil empregos

Troika destruiu 500.000 empregos

Segundo o Boletim Económico verão 2013 do Banco de Portugal, com o memorando da troika Portugal já perdeu cerca de meio milhão de empregos. Este ano, Portugal terá menos pessoas empregadas do que em 1960. Em 2014 a situação ainda deve piorar.
Este ano, Portugal terá menos pessoas empregadas do que em 1960. Em 2014 a situação ainda deve piorar - Foto de Paulete Matos
O desemprego atingirá este ano proporções dramaticamente gigantescas em Portugal. E a destruição de postos de trabalho continuará a bater os recordes mais negativos.
O jornal “Diário de Notícias” sublinha que “já este ano Portugal terá menos pessoas empregadas do que em 1960” e que “o período de ajustamento da troika apagou do mercado cerca de 500 mil empregos”.O jornal salienta ainda que Portugal terá este ano 4.432.000 postos de trabalho e, em 2014, 4.375.000, valores inferiores a 1960, quando Portugal tinha 4.465.000 empregos. De acordo com as previsões do Banco de Portugal, o número de empregos cairá este ano 4,8% e continuará a cair em 2014.
O Banco de Portugal prevê agora que em 2013 sejam destruídos 222.500 empregos e em 2014 57.400. Em 2012, terão sido destruídos mais de 200.000 postos de trabalho. As atuais previsões agravam as previsões anteriores.
A OCDE divulgou nesta terça-feira que prevê uma subida da taxa de desemprego em Portugal para 18,6% no final de 2014, tendo esta taxa, inferior à realidade, atingido 17,6% em maio de 2013.
É neste quadro que o governo PSD/CDS-PP e a troika querem despedir muitos milhares de trabalhadores na administração pública, agravando dessa forma ainda os números brutais do desemprego em Portugal.

“The FBI Boston-Chechnya charade”

22/4/2013, Pepe Escobar, Asia Times Online – The Roving Eye
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
Pepe Escobar
LONDRES – As bombas em Boston foram tiro pela culatra. Disso já não há qualquer dúvida. O que ainda não se sabe é que nível de tiro saiu-lhes pela culatra.
Pode ter sido operação clandestina que deu/saiu totalmente errada. Pode ter sido tiro que saiu pela culatra de ex “combatentes da liberdade” – nesse caso chechenos étnicos – reconvertidos em terra-rists [como Bush pronunciava a palavra terrorists (NTs)]. Pode ter sido tiro saído diretamente pela culatra da política externa dos EUA contra muçulmanos, que só existe para mandá-los para Guantánamo, Abu Ghraib ou Bagram, entregá-los “extraordinariamente” (mas frequentemente) para serem torturados em solo estrangeiro ou para assassiná-los “legalmente”.
O FBI, como se poderia facilmente prever que faria, não admite nenhuma dessas opções. Mantém-se agarrado a um roteiro enroladíssimo, digno desse pessoal mais completamente movido à cocaína. Noites hollywodianas dos anos 1980s: uma dupla de bandidos que “odeiam nossas liberdades”, porque... odeiam.
Como já escrevi, numa espécie de preâmbulo ao que aqui se lê, há buracos de dimensões intergalácticas na história dos irmãos Tsarnaev. Já se sabe – pela mãe dos dois rapazes (vídeo, em inglês, no final do parágrafo) – que o FBI (Federal Bureau of Investigation) seguia o irmão mais velho, Tamerlan, há, no mínimo, cinco anos. Em entrevista posterior a Piers Morgan da CNN, a mãe falou, sim, claramente, sobre “orientações” que o filho recebera.
Simultaneamente, o FBI foi obrigado a admitir que, no início de 2011 aceitou o pedido de “um governo estrangeiro” (expressão-código para “Rússia”) para não perder de vista o mais velho dos irmãos, Tamerlan. Aparentemente foi o que fizeram – e nada encontraram que sugerisse atividade terrorista.
Assim sendo, o que aconteceu depois? Alguém no FBI, dos que têm QI superior a 50, devem ter percebido que, por causa do pedido dos russos, o FBI “descobrira” um precioso “operativo” checheno-americano. E Tamerlan tornou-se informante do FBI. Podia ser tocado como se toca rabeca, para produzir qualquer som – como tantos outros tolos antes dele.
Portanto, se não o afinaram corretamente, pode-se acusar o FBI, com todo o direito, de incompetência devastadora (e não seria a primeira vez). Porque o FBI está dizendo agora que jamais suspeitou de que seu “operativo” estivesse construindo alguma bomba, que desejasse testá-la ou que andasse de bomba da mochila pelas calçadas da Maratona de Boston.
O que o FBI jamais, em tempo algum, dirá é quando monitoraram/ controlaram/ chantagearam Tamerlan pela última vez. Não esqueçamos: trata-se do mesmo FBI que nos ofereceu aquele “plano” tipo “Velozes e Furiosos”, mancomunado com um cartel mexicano para assassinar um embaixador saudita – plano que foi desmascarado e exposto apenas em alguns dias.
Tamerlan, é claro, pode ter dado uma de FBI p’ra cima do FBI (embora, talvez, nem tanto) e, depois de anos de monitoramento/ controle/ chantagem, passou a trabalhar como agente duplo. Ao que se sabe, trocou os EUA pela Rússia por longo período – de janeiro a julho de 2012. Ninguém sabe o que fez nesse período; o FBI adoraria provar que participou de treinamento terrorista tático. Mas, se era de fato “operativo” tão interessante, bem pode ter sido mandado infiltrar-se nos grupos de jihadis chechenos comandados por Doku Umarov no vizinho Daguestão.
Sibel Edmonds
Quanto às relações complexas, cheias de nuances, como são todas as relações muito íntimas, desde os anos 1990s, entre Washington e os terra-rists chechenos – absoluto tabu na imprensa-empresa dos EUA – ninguém precisa ler mais que o interessantíssimo e surpreendente Sibel Edmonds [19/4/2013, “USA: The Creator & Sustainer of Chechen Terrorism” (EUA: Criador e mantenedor do terrorismo checheno)].  
Sobre o tal exercício
O FBI tem poder suficiente para impor aos EUA e ao planeta qualquer roteiro fantasioso sobre “dois jovens chechenos do mal”. Consideremos então um cenário alternativo crível, para ver a que nos leva.
Em vez de dois sujeitos (estrangeiros) do mal, totalmente americanizados, que repentinamente são inoculados pelo vírus do ódio “contra nossas liberdades” mediante doutrinação jihadista feita principalmente online, vejamos quem realmente se beneficia com o que aconteceu em Boston.
O Boston Globe foi forçado a “fazer desaparecer” a informação sobre um exercício de contraterrorismo – que incluiria cães que farejam bombas – e que aconteceria durante a maratona. O FBI bem pode ter dito ao seu “operativo” Tamerlan que ele participaria do exercício. Tamerlan podia ser sujeito durão, mas seria facilmente chantageado, se sua família fosse ameaçada no caso de ele não cooperar.
Então, entregaram a Tamerlan uma mochila preta com uma falsa bomba de panela-de-pressão e disseram-lhe que a pusesse num local determinado – como um dos procedimentos incluídos no exercício. Nesse ponto, todo o (nosso) cuidado é pouco: não há nenhuma prova conclusiva que autorize a confirmar que se tratasse de simples exercício. Não há como saber se a bomba era falsa ou se estava armada para explodir ou ser explodida.

Digamos que Tamerlan, homem durão, e seu irmão, o impressionável Dzhokhar, tenham sido realmente responsáveis (sem o FBI no quadro). Depois de tanto planejamento, com certeza haveria rota de fuga planejada – transporte, passaportes, dinheiro, bilhetes de avião. E nada disso havia. Dzhokhar foi à escola, treinou na academia, enviou mensagens por Twitter.
Não há absolutamente nenhuma testemunha que diga ter visto os irmãos depositarem as bombas. Eles puseram as bombas onde as puseram, porque essa foi a instrução que receberam do FBI. E dali em diante, já ninguém entende mais nada. Roubaram um Mercedes num posto de gasolina e deixaram partir o motorista – depois de dizerem a ele que eram responsáveis pelas bombas da Maratona. Dzhokhar e a Mercedes conseguem sair vivos de tiroteio cerrado, furando uma muralha de policiais – mas, no percurso, o Mercedes passa por cima do corpo de Tamerlan enrolado em explosivos. Dzhokhar deixa uma trilha de sangue. Mas nenhum cachorro seguiu a trilha.
E há o saborosíssimo exercício em cidade sob lei marcial: toda a cidade foi esvaziada e paralisada – o prejuízo gerado por essa operação é incalculável – por causa de um adolescente em fuga pela cidade. Atenção, EUA! A coisa está só começando!
O que é certo é que os irmãos Tsarnaev absolutamente não eram militantes jihadis; só os viciados nos veículos de esgoto de Murdoch algum dia engolirão a ideia de que fossem.
Basta passar os olhos por uma página de jihadistas autênticos, como o Kavkaz Center, muito bem estabelecidos e plenamente representativos do que se conhece como o Emirado Islâmico do Cáucaso, de insurgentes. Ali se fazem boas perguntas. E o Centro Caucasiano desmonta completamente a versão de que os irmãos seriam jihadistas empedernidos.
A [empresa] Craft, que tudo sabe
Poucas empresas paramilitares e respectivas griffes no ocidente industrializado são mais sinistras que The Craft.  Craft foi responsável pelo exercício de guerra. O símbolo é uma caveira, parecida, até, com O Justiceiro, personagem Marvel. O motto chega a ser tímido, ante o que a empresa faz: “Não importa o que sua mãe diga: a violência resolve”. A imprensa-empresa nos EUA fez simplesmente sumir qualquer vestígio da multidão de empregados-agentes da Craft que estavam em todos os pontos, muitos deles, no local da Maratona. Pode-se falar em um blecaute, pelas empresas-imprensa.
Mas a imprensa independente não se intimidou. Encontram-se fotos, em Natural News, um achado, um perfeito tesouro de fotos e mais fotos que mostram empregados da Craft no local da Maratona, em uniforme completo de combate, mochilas pretas, equipamento tático, portando até detector de radiação. As fotos, portanto, existem. E como reagiu o FBI? Impôs total blecaute. Censura total de imagens, coisa do tipo “nenhuma outra imagem será confirmada” – só imagens que mostrem os irmãos Tsarnaev. A empresa Craft é intocável.
O problema é que tudo que tenha a ver com a empresa Craft nesse cenário é problema.
(1) A invisibilidade da Craft – toda a imprensa-empresa obedecendo como ovelhinhas ao que o FBI ordenou e apagando do noticiário todos os fatos.
(2) A qualidade da expertise “de segurança” – um exército de mercenários ao qual se paga uma fortuna... e os tais hiper treinados “especialistas” armados com o mais pesado armamento high-tech do planeta não conseguem capturar uma dupla de amadores?! E
(3) a sinistra possibilidade de tudo tenha sido operação clandestina executada pela empresa Craft.
Se nos mantivermos fieis à realidade, deixando de lado as histórias em quadrinhos by Marvel, todas as evidências apontam para alguma coisa bem semelhante ao modus operandi da galáxia soturna de franquias da al-Qaeda. Consideradas as provas recolhidas da história e do comportamento dos irmãos – nenhuma atividade passada, nem militar, nem de sabotagem – elas também sugerem que não teriam experiência suficiente para planejar e executar tudo aquilo, sozinhos. Mas pode-se entender sem dificuldade uma operação copiada da al-Qaeda e atribuída a dois rapazes que não teriam como defender-se – algo que, pelo menos em teoria, a empresa Craft poderia facilmente planejar.
Por tudo isso, eis a que nos leva um cenário perfeitamente realista: falsa operação construída por FBI/Craft, a qual:
(1) pode ter dado terrivelmente errado, motivo pelo qual os autores tiveram de encontrar dois bodes expiatórios, no prazo de algumas horas; ou
(2) a sinistra possibilidade de que tudo tenha sido planejado como joguinho de gato-e-rato para produzir exatamente o resultado que produziu – e levar à militarização, agora já quase total, de toda a vida civil nos EUA.
Vale o escrito (em sangue). Estão sumindo os últimos vestígios de Estado de Direito nos EUA – agora que um painel bipartidário de especialistas já descobriu que todos os funcionários em postos de comando do governo George W. Bush estiveram, sem dúvida possível, implicados em torturas; e que a tortura foi prática sistemática, mesmo que jamais tenha conseguido impedir qualquer ato terrorista.
Washington está a um passo de ver-se incluída na lista cintilante de estados como o Egito na era Mubarak, Bahrain e Uganda. Como o coronelão-senador Lindsay Graham já declarou, “a pátria é o campo de batalha”. E você, leitor, é “combatente inimigo”. Se decidirmos que é.

Italia bajo neoliberalismo suma diez millones de pobres

Italia suma diez millones de pobres

Página 12

Según datos difundidos ayer por el Banco Central, el Producto Interno Bruto italiano sufrirá una baja del 1,9 por ciento en 2013. En 2012 el número de pobres habría llegado al 15,8 por ciento de la población. La reactivación no llega.

Italia es cada vez más pobre. No hay caso. No logra despegar. No logra salir de la profunda crisis que la estrangula desde hace más de tres años. Y las nuevas previsiones del Banco de Italia, es decir el Banco Central de la península sobre la marcha de la economía, no son muy alentadoras. Tampoco lo son las cifras difundidas ayer por el Istat, el Instituto de Estadísticas de Italia, sobre la cantidad de pobres que ahora llega a casi diez millones, una cifra record que no se veía desde 2005 y que muestra los más nefastos efectos de la recesión económica.Según datos difundidos ayer por el Banco Central, el Producto Interno Bruto (PIB) no sufrirá una baja del -1 por ciento en el 2013, como había sido previsto por los organismos financieros hasta ahora, sino que la situación será peor. Se estima casi el doble, es decir -1,9 por ciento. Según el Boletín del ente financiero, se hizo necesario rever la cifra debido a algunos problemas que marcaron el ritmo de la economía en la primera mitad del año, sobre todo los escasos y lentos intercambios internacionales y los problemas en el mercado del crédito, que han retrasado la salida de la economía de la fase recesiva.
Pero como para no dejar a los italianos con una nueva angustia en el corazón, ahora que es tiempo de vacaciones y de playa –aunque la mayoría de ellos se quede en casa–, el Banco de Italia aseguró que las cosas se estabilizarán a fines de 2013 y que en 2014 habrá crecimiento del PIB a un ritmo medio del 0,7 por ciento al año, gracias a la aceleración de los intercambios con el exterior y a la recuperación de las inversiones productivas.
Pero dado que los italianos están escuchando desde hace varios años que “las cosas se recuperarán en los próximos meses” –frase respaldada a su vez por previsiones de los organismos financieros europeos– les cuesta creer que esto pueda ser verdad. Encendida por varias trampas del capitalismo estadounidense en 2008, la crisis se comenzó a sentir en Italia en 2009 y hasta ahora no ha tenido grandes mejorías.
El otro dato publicado ayer por el Istat sobre el número de pobres es realmente escalofriante, en un país donde la comida abunda y los frutos de la tierra también. En 2012 el número de pobres habría llegado al 15,8 por ciento de la población, cuando en 2011 era el 13,6 por ciento. Se trata de una cifra record, la más alta desde 2005. Y entre estos pobres, dicen los expertos, hay no sólo obreros sino también empleados simples y de un cierto nivel. Las estadísticas hablan de 9,563 millones de personas –sobre casi 60 millones de habitantes– en condiciones de pobreza, es decir que reciben como promedio poco más de 500 euros al mes, cuando una persona normal necesita al menos tres veces esa cifra para subsistir si además tiene que pagar un alquiler. Del total de personas pobres, 4,814 millones (el 8 por ciento) se encuentran en condiciones de pobreza absoluta, es decir no logran comprar los bienes necesarios para la subsistencia. Sobre todo se trata de familias numerosas, es decir con cuatro o cinco componentes, pero también de familias que cuentan con uno solo de los padres. Casi la mitad de los pobres absolutos, además, vive en el sur de Italia, sobre todo en las regiones de Puglia, Calabria y Sicilia.
Pero en realidad no es necesario ir hasta el sur de Italia para ver a los pobres por las calles, y no sólo inmigrantes como era hasta hace algunos años. Duermen en las estaciones de trenes, en los rincones más oscuros e inhóspitos de la ciudad. En Roma, cerca de la estación de trenes Termini, los comedores de voluntarios, a los que todos los desesperados pueden ir a comer sin que nadie les pregunte nada, se han multiplicado. En particular los de Caritas, que dependen de la Iglesia Católica. Antes eran sede sólo de inmigrantes, generalmente del norte de Africa. Hoy hay de todo. Y después se los ve dormir envueltos en una manta, en cuanta galería deshabitada encuentren. Incluso cerca del Vaticano. Porque las galerías les dan alguna protección contra los imprevistos cambios del tiempo. “Los datos proporcionados hoy por el Istat hablan de un país que está gravemente enfermo –comentó Don Luigi Ciotti, un sacerdote famoso en Italia por su compromiso con organismos sociales y no gubernamentales que se enfrentan a las mafias y estimulan la solidaridad, por lo que ha sido varias veces distinguido–. Está enferma la democracia que no puede garantizar a todas las personas una vida digna y libre. Nadie tiene la receta. Pero lo cierto es que la política debe alejarse de los “tacticismos” y de las reparticiones de poder, tiene que reducir la distancia con lo social y dejarse guiar por las necesidades de las personas. Algunos organismos no gubernamentales, basándose en esos principios, han promovido una campaña denominada “Miseria Ladrona”, contra todas las formas de pobreza, y para eso tratan de atraer a organizaciones de voluntariado del país y del extranjero.
 Fuente: http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-224705-2013-07-18.html

Chile: Gran paro obrero, gran crisis en la derecha



PTR.cl


Mientras se realizaba el Paro Nacional convocado por la CUT, y la movilización más grande convocada por una organización de trabajadores desde el fin de la dictadura, a la que se sumó el movimiento estudiantil, la derecha se fractura en los hechos.La unidad obrero estudiantil sigue avanzando en las calles, con el paro y movilización del 26 de junio y el Paro Nacional con movilización del 11 de julio. La lucha de clases continua su tendencia a intensificarse. Toda la herencia de la dictadura, conservada y profundizada por la Concertación y la derecha, cruje.
Pero grandes desafíos se preparan. La clase patronal y sus partidos de la derecha y la Concertación, no se quedarán inmóviles: ahora anuncian reformas al régimen político para oxigenarlo, cambiando algo para que nada cambie de fondo. Aunque en este camino, la derecha se fractura, y se preparan fracturas en la Nueva Mayoría. Nuevos engaños para el pueblo trabajador se están cocinando, y hay que prepararse para enfrentarlos poniendo en pie un partido obrero revolucionario.
Reformas al régimen político: Cambiar algo para que nada cambie
Un acuerdo de una parte de RN y la DC junto al PS y PPD anunció cambios al régimen electoral binominal. Fundamentalmente dos son los cambios: por un lado, un redistritaje para permitir que se presenten más candidatos a diputados y poder tanto que entren partidos menores, como romper el corset de los acuerdos obligados en la derecha y la Concertación (pasando de 120 a 150 diputados); por otro lado, crear la figura de senadores nacionales con una circunscripción única, que integre 10 senadores más (pasando de 38 a 48).
El Gobierno reaccionó junto con otra parte de RN y la UDI, anunciando la presentación de otro proyecto de reforma al régimen electoral binominal. Aunque es prácticamente igual.
Se trata de un maquillaje: ninguno de los dos es un régimen proporcional (en el que cada lista tiene derecho a un parlamentario de acuerdo a los votos que obtuvo). Si no que, para Diputados, mantiene el sistema mayoritario, o la cifra repartidora; y para Senadores, mantiene el binominal.
Pero sobre todo, no se habla de los quórums exigidos para cambios constitucionales o en las leyes. Ni menos que menos de la Constitución de Pinochet que sigue en pie casi intacta.
¿Por qué lo hacen? Porque el régimen heredado de la dictadura está cuestionado en las calles, deslegitimado. Y necesitan oxigenarlo, adelantarse para que no sea derribado por la lucha de clases.
Así lo admiten, con todas las letras. El senador RN Chahuan, declaró que “con esto volvemos a canalizar la política desde la calle al Congreso”, y que “esto apagará las voces populistas que piden Asamblea Constituyente”. El senador DC Patricio Walker a su vez declaró que “tenemos dos caminos: la Asamblea Constituyente y que las cosas ocurran en la calle, en el caos, en la anarquía; y el de la democracia representativa”.
Pero en el camino, la derecha se fracturó.
La fractura de la derecha
El anuncio de parte de RN y la DC con el PS y el PPD, fracturó a la derecha. El Gobierno no estaba enterado y atacó al presidente de RN Carlos Larraín. La UDI no estaba enterada y y su presidente Melero declaró que rompió los acuerdos de la Alianza. Senadores y dirigentes de RN como Lily Peres y Espina rechazaron lo hecho por su presidente de partido. El candidato de la derecha, Longueira, tampoco sabía nada.
El Gobierno reaccionó convocando a la otra parte de RN y a la UDI. Y anunciaron un proyecto de reforma propio, que no se diferencia en mucho del anterior (salvo en que no aumenta la cantidad de diputados y senadores). La UDI que se resistía a cualquier cambio, debió sumarse.
La derecha y con ella el Gobierno se fracturaron. Esto que los debilita siempre favorece al pueblo trabajador, porque los debilita, les abre grietas.
Pero sólo si se aprovechan en su favor.
El Partido Comunista nuevamente sostiene por izquierda al régimen
Pero para aprovecharlo a su favor, hay que plantear en la discusión una política independiente de los partidos patronales. El PC en cambio, saludó la iniciativa de RN y la DC: en declaraciones a la prensa, “El líder del partido, Guillermo Teillier, valoró el acuerdo entre RN y la Concertación para modificar el sistema electoral y destacó el “aislamiento” en que quedó el gremialismo tras la presentación de la iniciativa”.
Hace así de sostén por izquierda del régimen, como lo hace también en su pacto político con la Concertación dando vida a la Nueva Mayoría. Porque lo que buscan con estas reformas los partidos patronales de la derecha y la Concertación, es intentar impedir el desarrollo de los procesos de la lucha de clases. Justamente cuando sigue intensificándose. Ahora, con el Paro Nacional convocado por la CUT.
La clase trabajadora entra a escena
El Paro Nacional del 11 de julio convocó a la movilización -llamada por los trabajadores- más grande desde el fin de la dictadura. Más de 100.000 en Santiago, y más de 50.000 en Regiones, los trabajadores y sus organizaciones sindicales y de la izquierda recorrieron las calles de todo Chile. El movimiento estudiantil, aunque en un momento de retroceso tras la lucha de estos últimos meses, se hizo parte de la convocatoria y la movilización. La unidad obrero estudiantil en las calles del 26 de junio sigue avanzando.
El mismo día, en Brasil se realizaba también un Paro Nacional, y se suman a las movilizaciones y paros de los trabajadores de Argentina y Bolivia. En todo el Cono Sur latinoamericano comienza a entrar la clase trabajadora.
Y en Chile, fue antecedido por paros en todos los sectores de la economía, en todo el país. Entre estos paros, los de los trabajadores mineros, y los trabajadores portuarios con un paro de 22 días en abril.
Un día antes del Paro Nacional, el miércoles 10 de julio, ya se realizaron las primeras acciones de lucha: Acciones el día previo: CUT y estudiantes se tomaron la Inspección del Trabajo penquista. Estudiantes y trabajadores realizaron una toma pacífica en la Seremi del Trabajo en Los Ríos. Se enciendieron barricadas en el frontis de la Universidad de Playa Ancha. Hubo cacerolazos en Santiago (frente a La Moneda, en Lo Espejo, en Conchalí), también en Puerto Montt.
El 11 de inauguró con la lucha callejera. Por la mañana, cortes y barricadas en las calles y las rutas, esta vez, protagonizadas muchos de ellos por los trabajadores. Entre estos: En Santiago: 20 barricadas; concentraciones de dirigentes de la CUT en diferentes puntos de la ciudad; manifestación de trabajadores aeronáuticos y funcionarios de la aerolínea LAN, en la zona de embarques, con retrasos de los vuelos; una quema de un bus del Transantiago. En Calama, barricadas en los accesos a las rutas que dirigen hacia algunas mineras como Chuquicamata, Ministro Hales, RT y Gaby; barricadas en las vías del tren. En la III Región de Atacama: Trabajadores mineros bloquean acceso a El Salvador. En la VIII Región del Bio Bio: 7 barricadas en Concepción; barricadas en Chiguayante, Coronel, Lota, Hualqui; los sindicatos 1 y 3 de trabajadores de la Universidad de Concepción se tomaron la Avenida Chacabuco. En la V Región de Valparaíso: 5 barricadas en Valparaíso; 2 barricadas en Viña del Mar; barricadas en la línea férrea de Merval y Errázuriz. Bloqueo de ingresos en las divisiones Salvador, y en Andina en la Región de Valparaíso. En Iquique, barricadas en la zona sur de la comuna, en el sector Bajo Molle. En la VI Región Lib. B. O’Higgins, barricadas en acceso a El Teniente. En Chiloé: se tomaron el acceso al puente Pudeto, en la salida de la comuna de Ancud, y barricadas en varios puntos de la isla. Trabajadores de ENAP realizaron una ocupación pacífica de la Rotonda Concón. En Valdivia, funcionarios de la UACH bloquean accesos a campus, y hubo barricadas en 3 puntos de la ciudad. En Ancud, barricada en la Ruta 5 Sur a la altura del sector Mutrico.
El paro fue casi total en el Sector Público, Municipalidades, Correos (aunque el Gobierno diga que fue de solo un 5%); en la Salud hubo paros parciales y brazos caídos; paros parciales también en la minería. En el sector privado, con mayor dificultad para paralizar por la dictadura patronal, hubo simpatía y acciones de solidaridad.
La movilización en Santiago reunió a más de 100.000 trabajadores y estudiantes. Las columnas sindicales predominaban. Entre ellas, banderas de la CUT, de la ANEF, de la Salud, estudiantes, trabajadores del cobre, del Colegio de Profesores, trabajadores de Subus, de Walmart, Federación nº 1 de los trabajadores ferroviarios, SII, Confederación de Trabajadores Automotriz, maquinarias y repuestos, Sindicato Nacional de Trabajadoras de Casas particulares, Correos de Chile. También, las organizaciones del movimiento estudiantil. También, las organizaciones de izquierda.
Fue un hecho político de la clase trabajadora.
La lucha del movimiento estudiantil, está en un retroceso producto de la política de las direcciones oficiales de la CONFECH y los colectivos populares, que dividieron votando contra las tomas y los paros, o sumándose a último momento, o absteniéndose. Pero esta lucha sigue abierta porque ninguna de sus demandas ha sido respondida. Se ha abierto el camino de la unidad obrero estudiantil.
La lucha de clases continua su tendencia a intensificarse.
Por eso la clase patronal y sus partidos de la derecha y la Concertación también se ponen en movimiento, como estos intentos de oxigenar al régimen. Preparan nuevos engaños para usurpar la lucha, desviarla, sacarla de las calles, intentar frenarla.
Por eso la fuerza que vuelve a poner en movimiento la clase trabajadora, no puede dejarse engañar. Para eso, debe prepararse para desplazar a sus dirigencias burocráticas, que saldrán más legitimadas de este Paro con movilización.
PC: A los pies del patrón
La fuerza demostrada por los trabajadores, intentará ser desviada, llevándola a los pies de la clase patronal. El PC que dirige la CUT junto a la Concertación, ahora integran un pacto político, Nueva Mayoría, que prepara nuevos engaños para el pueblo trabajador.
No sólo eso. Los días previos al paro, Bárbara Figueroa agradecía a la Confederación de la Producción y el Comercio (CPC), la mayor asociación patronal de Chile, por sus dichos sobre la necesidad de reformas laborales. Nos dijo: “Yo creo que una de las grandes conclusiones es que tanto trabajadores como el mundo de los empresarios, que entendemos no está solo radicado en la CPC, aquí hay un actor que nos falta, que es el mundo de la micro, pequeñas y mediana empresa, que también tienen mucho que decir en materias laborales pero que desde el presidente de la CPC se haga un reconocimiento tan explícito a que aquí es necesario abordar el tema de las desigualdades, que estas tienen origen en el mundo del trabajo y que, por lo tanto, las reformas tienen que ser sustantivas y no meros ajustes, yo creo que esa es una cuestión importante de ser escuchada y que otros la reconozcan”.
Pero sabemos que los patrones las quieren para, también, oxigenar el clima, y como moneda de cambio para una mayor flexibilización (precarización) de los trabajadores.
Además, anuncian reuniones, que serán privadas y secretas, en la OIT para presentar una propuesta conjunta.
Re-editando la política del diálogo social, aunque con movilización como modo de presión, quieren llevar la fuerza de los trabajadores a los pies de los patrones, y sus candidatos Bachelet y Longueira.
Ante esto, han surgido otras políticas.
Denuncias impotentes y división
Ante estas políticas de la dirección oficial de la CUT, se vienen intentando (sin resultados mayores) agrupamientos de otros sectores sindicales. Entre ellos, ha surgido la Unión Portuaria, que protagonizó el gran paro nacional portuario de 22 días en abril.
Frente a la convocatoria de la CUT para el Paro Nacional, sus dirigentes se restaron. No adhirieron. Diciendo, algo correcto, que la CUT es burocrática. Pero sus denuncias son impotentes. Y dividen las filas de los trabajadores.
El único camino para desplazar a las direcciones oficiales burocráticas, y sus políticas de diálogo social, es fortalecer las filas de los trabajadores. Fortalecer sus luchas. Es el camino para que la clase trabajadora vuelva a ganar confianza en sus propias fuerzas. Y organizándose en base a otra política.
Por la unidad clasista, sin patrones, combativa y democrática de los trabajadores
El régimen y sus partidos de la derecha y la Concertación, preparan nuevos engaños. La derecha quiere reformas para oxigenar al régimen. La Nueva Mayoría hace promesas con letra chica. Las distintas variantes patronales quieren cambiar algo para que nada cambie, y así tratar de impedir que los trabajadores luchen por una salida propia, independiente de las distintas variantes patronales, a los padecimientos que les aseguran los patrones.
Y los que preparan: los impactos de las nuevas turbulencias en la economía internacional, ya están llegando a Chile. Y despidos a cuentagotas se preparan en cada lugar de trabajo.
La fuerza de los trabajadores, mostrada este 11 de julio, en los paros portuarios y mineros, en los paros a lo largo de todo este año, se debilita por sus divisiones, con la dispersión en distintas Centrales, Federaciones, sindicatos base. Y se debilita con la política del diálogo social, aún con movilización.
La clase trabajadora debe prepararse para enfrentar los ataques de la clase patronal que ya se anuncian. Para dar una respuesta propia a la crisis –contenida aún- del régimen heredado de la dictadura. Si no, avanzarán los ataques patronales, y las salidas de sus partidos de la derecha y la Concertación.
Hay que poner en pie una Tendencia Clasista de Trabajadores de Base, para luchar por la unidad de las filas de los trabajadores con una política sindical independiente de todas las variantes patronales, clasista, sin patrones, combativa recuperando los métodos de la lucha de clases, y basada en la democracia directa de los trabajadores.
Y ante las variantes patronales en las elecciones y en la política nacional, luchar por poner en pie un partido obrero revolucionario.
http://www.ptr.cl

El año que Videla mató en España



El estreno tendrá lugar este jueves 18 de julio en Sestao, coincidiendo con el aniversario del golpe de estado franquista

Un crimen impune, unas huellas olvidadas y una familia que sigue reclamando justicia. Así podría resumirse “No me olvides”, el nuevo documental del director vasco Karlos Trijueque y del guionista uruguayo Danilo Albin. Tras un largo proceso de investigación, esta película aporta datos hasta ahora ocultos sobre el asesinato de Noemí Gianotti de Molfino, una madre argentina que fue asesinada en Madrid por la dictadura de Videla.El estreno de “No me olvides” tendrá lugar este jueves 18 de julio a las 19.00 –coincidiendo con los aniversarios del asesinato de Gianotti y del golpe de estado franquista- en el salón de actos del Instituto Ángela Figuera de Sestao (C/Pablo Sarasate, 7). “Con esta película queremos honrar la memoria de todas y cada una de las víctimas del fascismo, más allá de las fronteras”, han destacado sus autores. Cabe destacar que Dani Álvarez, periodista y presentador de Radio Euskadi, ha puesto la voz en off.
La película arranca en una fecha y un escenario concreto: el 21 de julio 1980 en la habitación 604 del apartotel Muralto de Madrid. Alarmada por el mal olor, la empleada de la limpieza hizo caso omiso al cartel de “No molestar” que dos individuos habían colocado un par de días antes y abrió la puerta. Entonces descubrió una terrible escena: sobre la cama yacía el cadáver de Noemí Esther Gianotti de Molfino, secuestrada un mes antes por la dictadura argentina en un operativo realizado en Lima (Perú).
Noemí Gianotti era una de las tantas madres argentinas que luchaba por salvar a su familia. Su hija Marcela había sido secuestrada en octubre de 1979 junto a su pareja, mientras que otro de sus hijos se encontraba en una cárcel de la dictadura. Tras denunciar estos hechos ante las Naciones Unidas, aquella desesperada mujer cayó en manos del sangriento régimen.
En “No me olvides”, sus autores revelan que la Policía española archivó las huellas que fueron encontradas en la habitación del apartotel. A día de hoy, estos rastros de los asesinos permanecen en un juzgado de Madrid, sin ser analizados.
Gustavo, uno de los hijos de Noemí, reconstruye aquellos trágicos días y relata sus frustrados intentos de conseguir una investigación seria sobre este caso en España. En ese contexto, este documental ofrece distintos elementos sobre la colaboración y apoyo que encontraba la dictadura argentina en territorio español. Entre otros aspectos, relata aspectos no conocidos sobre el viaje de los Reyes a Buenos Aires en noviembre de 1978, así como la visita oficial que realizó Doña Sofía en junio de 1980, coincidiendo con el secuestro de Noemí.
En medio de tanto sufrimiento, la nueva película de Trijueque y Albin revela el inesperado final que ha tenido la historia de los Molfino, una familia que no cesa en su lucha por la verdad y la justicia.
Sobre sus autores
Karlos Trijueque tiene 34 años. Entre sus últimas producciones está “Iñigo Cabacas. Crónica de una herida abierta”, el documental que relata la historia del aficionado del Athletic que murió por un pelotazo de la Ertzaintza en abril de 2011. También ha dirigido varios reportajes televisivos y ha realizado diferentes videoclips de bandas de música.
Asimismo, en los días previos a la final de UEFA entre Athletic Club de Bilbao y Atlético de Madrid, Trijueque presentó el video “Athletic bizi sentitu” (Athletic, vívelo, siéntelo), que tuvo una amplia repercusión en medios de comunicación e internet.
Danilo Albin tiene 33 años. Es un periodista y guionista de origen uruguayo radicado en el País Vasco. Desde hace algunos años trabaja en temas relacionados con las violaciones a los derechos humanos durante la dictadura argentina. Uno de sus documentales más recientes –en el que trabajó junto a Karlos Trijueque- ha sido “¿Y si tú sos vos?”, que trata sobre la búsqueda en Europa de los hijos de desaparecidos argentinos que fueron robados por el régimen de Videla.
En mayo pasado salió a la venta en Argentina su primer libro, escrito junto a Tatiana Sfiligoy –primera nieta recuperada por las Abuelas de Plaza de Mayo-: “En el nombre de sus sueños. 12 historias de vida de hijos desaparecidos” (Ediciones Fabro). Además, se desempeña como colaborador habitual de la revista Interviú.

India rechaza plantas transgénicas de Monsanto


Tribunal de Apelaciones de Oficina de Patentes de la India rechaza plantas transgénicas de Monsanto

Observatorio Sudamericano de Patentes

Estafa mundial: Las propiedades de las plantas ya son conocidas

El 5 de julio, el Honorable Presidente de la Junta de Apelación de Justicia de Propiedad Intelectual de la India, Prabha Sridevi y el Hon. Shri DPS Parmar, miembro técnico, desestimó la apelación de Monsanto contra su solicitud de patente de la Oficina de Patentes para “Métodos de tolerancia al estrés en las plantas Mejora y métodos de los mismos.” El título de la patente se modificó posteriormente para “Un método de producción de una planta transgénica, con el aumento de la tolerancia al calor, tolerancia a la sal o tolerancia a la sequía . “

La oficina de patentes se negó a conceder la patente ya que se comprobó que la aplicación le faltaba una actividad inventiva teniendo en cuenta (i) Willimsky Gerald Diario de la bacteriología. Vol174, No 20 ,1992,6326-6335, (ii) WO 90 / 09447and EE.UU. 5.470.971. (ii) Las reclamaciones no definen una invención en la sección 2 (1) (ja) de la Ley de Patentes de 1970 como la estructura y la función de la proteína de choque térmico ya era conocido en el citado estado de la técnica y es obvio para los expertos en la planta para que la planta transgénica. (Iii) Se trata de la mera aplicación de la proteína de choque térmico ya conocido en la producción de plantas tolerantes a estrés por frío y tolerante a condiciones de calor, la sal y la sequía, las demandas están dentro del alcance de la Sección 3 (d) de la Ley de Patentes de 1970. (Iv). La oficina de patentes, consideró que no es patentable bajo 3 (j) como dice también incluyen proceso biológico esencial de la regeneración y la selección, que incluye cada vez mayor de la planta en condiciones de estrés específico.


La Ley de Patentes de 1970 de la India excluye las patentes en la agricultura, y las patentes de productos en la medicina. La ley tuvo que ser modificada cuando India firmó los Acuerdos de la OMC, incluido el Acuerdo de Derechos de Propiedad Intelectual relacionado con el Comercio (ADPIC) de la OMC. Sin embargo, debido a los movimientos fuertes, cláusulas que definen “Lo que no son invenciones” como el Artículo 3 (d), excluye como invenciones “el mero descubrimiento de cualquier propiedad nueva o uso nuevo de una sustancia conocida” Este fue el artículo en virtud del cual se rechazó la demanda de patentes de Navartis a un medicamento contra el cáncer conocido. Este es el artículo que Novartis trató de impugnar ante el Tribunal Supremo, pero perdió. Lo que el caso Novartis es el derecho a la salud, el caso de Monsanto es el Derecho a la Alimentación y los derechos a los agricultores a las semillas y los medios de vida de 270.000 agricultores en la India se han suicidado en la última década y media. La mayoría de estos suicidios están en el cinturón de algodón.
Monsanto controla el 95% del suministro de semillas de algodón a través de su OMG de algodón Bt, y los reclamos de propiedad intelectual asociados. Los costos de la semilla de algodón subieron 8.000% con la introducción del algodón Bt. Al definir la semilla como su creación y la invención, las corporaciones como Monsanto dieron forma a la Ley Mundial de la Propiedad Intelectual y Patentes para que pudieran impedir que los agricultores guardaran semillas e intercambio y obligarlos a la dependencia en su semillas. Este organismo genéticamente modificado OGM nació patentado asociado a los Derechos de Propiedad Intelectual (ADPIC) de la Organización Mundial del Comercio Un representante de Monsanto está en el registro que indica que en la redacción del Acuerdo sobre los ADPIC, eran el paciente, diagnósticos, y el médico todo en uno. Artículo 27.3 (b) del ADPIC establece: “Las partes podrán excluir de la patentabilidad las plantas y los animales excepto los microorganismos, y los procedimientos esencialmente biológicos para la producción de plantas o animales que no sean procedimientos no biológicos o microbiológicos.
Sin embargo, las partes deberán asegurar la protección a todas las obtenciones vegetales mediante patentes, mediante un sistema eficaz sui generis o mediante una combinación de los mismos. “Una vez más, esta protección de las variedades vegetales es precisamente lo que prohíbe el libre intercambio de semillas entre los agricultores, amenazando su subsistencia y la posibilidad de guardar e intercambiar semillas entre sí. La cláusula de los ADPIC sobre patentes de vida se debió a una revisión obligatoria en 1999. India en su comunicación había declarado “Es evidente que hay un caso de volver a examinar la necesidad de otorgar patentes sobre formas de vida en cualquier parte del mundo. Hasta que estos sistemas estén en su lugar, puede ser aconsejable: – (a) excluir las patentes sobre todas las formas de vida: “ La Oficina de Patentes también utiliza el artículo 3 (j) para rechazar la solicitud de patente de Monsanto y el Órgano de Apelación confirmó el rechazo. El Artículo 3 (j) excluye de patentabilidad “plantas y animales en su totalidad o en parte de ella que no microorganisns, incluidas las semillas, variedades y especies, y los procedimientos esencialmente biológicos para la producción o reproducción de plantas y animales”.
Monsanto trató de crear un oposición irrelevante y falsa de la producción natural de las plantas frente a la producción sobre la base de la intervención humana. Esto es falso porque los agricultores de cría y mejoramiento genético convencional también implica una intervención humana importante. La oficina de patentes y la Junta de Apelación rechazó correctamente ese argumento, e hizo hincapié en que la solicitud de Monsanto no era una invención, sino sobre la base de muchos pasos genéricos que son esencialmente biológico, tomadas en secuencia, siendo esencialmente biológicos “. Esta decisión tendrá un impacto de largo alcance sobre la biodiversidad de la India, los derechos de los agricultores y la seguridad alimentaria. La solicitud de patente de Monsanto fue para el clima posee características elásticas de la tolerancia al frío, tolerancia a la sal y la tolerancia a la sequía que los agricultores han evolucionado durante miles de años, a través de la aplicación de sus conocimientos de la cría, los rasgos resistentes al cambio climático se hacen cada vez más importantes en tiempos de clima inestable.
A lo largo de las zonas costeras, los agricultores han desarrollado variedades con tolerancia a las inundaciones y la sal de arroz como “Bhundi”, “Kalambank”, “Lunabakada”, “Sankarchin”, “Nalidhulia”, “Ravana”, “Seulapuni”, “Dhosarakhuda” . Los cultivos como el mijo se han desarrollado para la tolerancia a la sequía y garantizan la seguridad alimentaria en las regiones de miedo el agua, y los años de escasez de agua. Empresas como Monsanto tienen 1.500 patentes sobre cultivos resistentes al clima. La Fundación Navdanya / Investigación para la Ciencia, Tecnología y Ecología, ha hecho pública la lista en el informe, “Biopiratería de cultivos resistentes Clima: Gigantes Genéticos Steal agricultores Innovación”. Con estas muy amplias patentes, las corporaciones como Monsanto pueden impedir el acceso a las semillas resistentes al clima después los desastres climáticos, debido a una patente es un derecho exclusivo de producir, distribuir, vender el producto patentado. Después de la Orissa superciclón Navdanya podría distribuir arroz tolerantes a la sal a los agricultores, porque los habíamos conservado como un bien común de nuestro banco comunitario de semillas a cargo de Kusum Mishra y el Dr. Ashok Panigrahi en Balasore Orissa. Nosotros entonces podríamos donar 2 camiones de semillas tolerantes a la sal a los agricultores que no podían cultivar arroz a causa de la sal marina depositada en sus fincas. Ahora nos estamos preparando para distribuir semillas tolerantes al frío tolerantes a la sequía, a las víctimas del desastre climático en Uttarakhand.
Tenemos que proteger nuestra libertad de semillas, soberanía de las semillas y la biodiversidad que se underminided por patentes sobre seeds.That ello Navdanya ha comenzado la Semilla Movimiento por la Libertad (www.navdanya.org) (www.seedfreedom.in) Aplaudimos la decisión de la Oficina de Patentes y de la Junta de Apelación y que se difunda por todo el mundo el que otros países pueden utilizar para proteger a los agricultores, la biodiversidad y la soberanía de las semillas. Nosotros también estaremos listoa para intervenir en caso que Monsanto lleve el caso a la Corte Suprema.

Dra. Vandana Shiva, Fundación de Investigación para la Ciencia, Tecnología y Ecología

Fuente: http://observadorpatentesur.blogspot.com.ar/2013/07/patente-de-planta-transgenica-de.html

EEUU: Cómo ser una superpotencia canalla

Un manual para el Siglo XXI

Tom Dispatch

Traducido para Rebelión por Germán Leyens

Incluso resulta difícil encontrar la manera de digerirlo. Quiero decir, ¿qué está pasando en realidad? Un empleado de un contratista privado que trabaja para la Agencia de Seguridad Nacional (NSA) se va con una cantidad desconocida de archivos sobre el Estado de seguridad global en desarrollo de EE.UU. en una memoria USB y cuatro ordenadores laptop, y se sube al primer avión hacia Hong Kong. Su objetivo: denunciar una vasta estructura de vigilancia creada de modo clandestino en los años después del 11-S que apunta significativamente a los estadounidenses. Filtra parte de los documentos a un columnista del The Guardian británico y al Washington Post. La reacción no tiene precedentes: una “cacería humana internacional” (o de modo más cortés pero menos exacto, “se aplicó el máximo de presión diplomática”) realizada no por Interpol o las Naciones Unidas sino por la única superpotencia del planeta, precisamente el gobierno cuyas prácticas el denunciante quería sacar a la luz.



Y eso es solo el comienzo. Agreguemos otro factor. El informante, un joven con mucha capacidad técnica, logra que el mundo sepa que ha elegido entre los archivos de la NSA que posee. Entrega solo aquellos que piensa que el público estadounidense necesita para iniciar un debate a fondo sobre el secreto mundo de la vigilancia sin precedentes que han creado con los dólares de los contribuyentes. En otras palabras, no se trata de una “descarga de documentos”. Quiere causar cambio sin hacer daño.



Pero ése es el problema: no podía dejar de ser consciente de los casos de anteriores informantes, de la reacción punitiva de su gobierno hacia ellos y de que la suerte de éstos puede ser la suya. Como resultado, ha codificado todo el conjunto de archivos en su poder y los ha dejado en uno o más sitios seguros para que personas desconocidas –es decir, nosotros no sabemos quiénes son– tengan acceso, si llegara a ser capturado por EE.UU.



En otras palabras, cuando aparecieron los primeros documentos filtrados por Edward Snowden, era obvio que tenía el control de cuánto podría conocerse del mundo secreto de la NSA. Sería difícil, por lo tanto, no era dificil llegar a la conclusión de que encarcelarlo, procesarlo y tirar lejos la llave probablemente aumentará, no disminuirá, el flujo de esos documentos. Al saber que el gobierno de Obama y los representantes de nuestro mundo secreto lo persiguieron en todo caso, una persecución a escala global y de una manera que puede que no tenga precedentes. No los detuvo ninguna preocupación por las futuras complicaciones ni, parece, dudaron debido a posibles resentimientos generados por su torpe presión sobre numerosos gobiernos extranjeros.



El resultado ha sido un espectáculo global, así como un debate a escala mundial sobre las prácticas de espionaje de EE.UU. (y sus aliados). En estas semanas, Washington ha demostrado que es resulto, vengativo e implacable. Ha intimidado, amenazado y presionado a potencias grandes y pequeñas. Esencialmente ha jurado jurado que el filtrador, el exempleado de Booz Allen, Edward Snowden, nunca estará a salvo en este planeta durante su vida. Y, no obstante, para mencionar lo obvio, la mayor potencia de la Tierra no ha podido, hasta ahora, atrapar a su hombre y está perdiendo globalmente la batalla de la opinión pública.



Un mundo sin asilo



En todo esto se ha destacado un hecho curioso en nuestro mundo del siglo XXI. En los años de la Guerra Fría, siempre existió potencialmente la posibilidad de asilo. Si alguien se oponía a una de las dos superpotencias o a sus aliados, generalmente la otra estaba dispuesta a abrirle los brazos, como lo hizo fenomenalmente EE.UU. con gran cantidad de personas a quienes se denominaba entonces “disidentes soviéticos”. Los soviéticos hicieron lo mismo con estadounidenses, británicos y otros, a menudo comunistas secretos, otras veces verdaderos espías que se oponían al poder capitalista dominante y a su orden global.



En la actualidad, si alguien es un “disidente” del siglo XXI y necesita asilo/protección contra la única superpotencia que queda, no existe esencialmente ninguna posibilidad. Incluso después de que tres países latinoamericanos, indignados ante las acciones de Washington, extendieron ofertas de protección a Snowden, hay que considerarlas como una nueva categoría de asilo limitado. Después de todo, la mayor potencia en el planeta ha demostrado, desde el 11-S, que está perfectamente dispuesta a hacer cualquier cosa por su definición de “seguridad” o la protección de su sistema de seguridad. La tortura, el abuso, el establecimiento de prisiones secretas o “sitios ocultos”, el secuestro de presuntos terroristas (incluyendo a gente perfectamente inocente) en las calles de ciudades globales y en las partes pobres del planeta, así como su “entrega” a las cámaras de tortura de regímenes aliados cómplices, y la vigilancia secreta de cualquiera en cualquier sitio solo iniciaría una lista mucho más larga.



Nada sobre la “cacería internarcional” de Snowden indica que el gobierno de Obama no estuviera dispuesto a enviar a la CIA o a tipos de operaciones especiales a “entregarlo” estuviera en Venezuela, Bolivia o Nicaragua, no importa cuál fuera el coste para las relaciones hemisféricas. El propio Snowden mencionó esta posibilidad en su primera entrevista con el columnista Glenn Greenwald de The Guardian. “Yo podría”, dijo directamente, “ser ‘entregado’ por la CIA”. Esto supone que pueda llegar a un país de exilio desde algún sitio en el fondo del terminal internacional del aeropuerto Sheremetyevo de Moscú sin ser interceptado por Washington.



Es verdad que siguen existiendo algunos modestos límites incluso para las acciones de una superpotencia canalla. Cuesta imaginar que Washington lance a sus secuestradores a Rusia o a China para capturar a Snowden, lo que es probablemente el motivo por el cual aplica tanta presión sobre ambos países para que lo entreguen o le presionen para que se vaya. Sin embargo en el caso de países más pequeños y débiles, aliados, enemigos o amigos-enemigos, no hay que dudar de la posibilidad ni por un segundo.



Si Edward Snowden está comprobando una cosa, es la siguiente: en 2013, el planeta Tierra no es lo bastante grande para proteger la versión estadounidense de “disidentes”. En vez de eso más bien parece una gigantesca prisión con un solo implacable policía, juez, jurado y carcelero.



Teoría de la disuasión por segunda vez



En los años de la Guerra Fría, las dos superpotencias con armas nucleares practicaron lo que se llamaba “teoría de la disuasión”, o más adecuadamente el acrónimo en inglés MAD, “destrucción mutuamente asegurada”. Hay que verlo como la cara inferior particularmente sombría de lo que podría haber sido pero no se llamó MAA (asilo mutuamente asegurado). El conocimiento de que ningún primer ataque por una superpotencia podría impedir que la otra devolviera el ataque con fuerza abrumadora destruyendo ambas (y posiblemente el planeta) parecía, aunque fuera apenas, limitar su enemistad y su armamento. Los obligaba a librar sus guerras, a menudo por encargo, en las fronteras globales del imperio.



Ahora, cuando solo queda uan superpotencia, se ha puesto de moda otro tipo de teoría de la disuasión. Crucial para nuestra era es la actual creación del primer Estado global de vigilancia. En los años de Obama, la única superpotencia invierte un esfuerzo especial en la disuasión de cualquier miembro de su laberíntica burocracia que muestre el deseo de permitir que sepamos lo que “nuestro” gobierno hace en nuestro nombre.



Los esfuerzos del gobierno de Obama para impedir que haya informantes se están volviendo legendarios. Ha lanzado un programa sin precedentes para entrenar especialmente a millones de empleados y contratistas para preparar perfiles de otros empleados en busca de “indicadores de conducta de amenaza interior”. Se les anima a informar sobre cualquier “persona de alto riesgo” de la que sospechen que puede estar planificando una denuncia pública. Los funcionarios del gobierno también han invertido mucha energía punitiva en el establecimiento de ejemplos en el caso de informantes que han tratado de revelar alguna parte del funcionamiento interno del complejo nacional de seguridad.



De esta manera, el gobierno de Obama ha llevado a cabo más del doble de enjuiciamientos de informantes que todas las administraciones anteriores juntas bajo la draconiana Ley de Espionaje de la era de la Primera Guerra Mundial. También ha perseguido al soldado Bradley Manning por entregar archivos secretos militares y del Departamento de Estado a WikiLeaks, intentando no solo encerrarlo de por vida por “ayudar al enemigo”, sino sometiéndolo además a un trato particularmente vengativo y abusivo en la prisión militar. Además, ha amenazado a los periodistas que han publicado material filtrado o han escrito al respecto y ha realizado inspecciones en los registros telefónicos y de correos electrónicos de grandes organizaciones mediáticas.



Todo esto significa una nueva versión del modo de ver la disuasión mediante la cual un potencial informante debe saber que se enfrentará a una vida de sufrimiento por filtrar alguna cosa; en la cual, incluso en los niveles más altos del gobierno, que consideran hablar con periodistas sobre temas clasificados deben saber que pueden controlarse sus llamados y criminalizarse sus murmullos; y en la cual los medios deben saber que la información sobre temas semejantes no es una actividad saludable.



Este tipo de disuasión ya parecía cada vez más extremo en su naturaleza; la reacción ante las revelaciones de Snowden lo llevó a un nuevo nivel. Aunque el gobierno de EE.UU. persiguió al fundados de WikiLeaks, Julian Assange, en el exterior (mientras, según las informaciones, se preparaba para inculparlo en el interior), todos los demás casos de informantes se podían considerar problemas de seguridad nacional. La cacería de Snowden es algo nuevo. Con ella, Washington expande punitivamente al mundo la teoría de disuasión del siglo XXI.



El mensaje es: no importa dónde estés, no estarás a salvo si violas los secretos de EE.UU. El caso de Snowden seguramente será un tema de análisis sobre hasta dónde está dispuesto a llegar el nuevo Estado global de seguridad. Y la respuesta ya la tenemos: ciertamente muy lejos. Solo no sabemos exactamente hasta dónde.



Cómo hacer que aterrice un avión para (no) atrapar a un informante



De ese modo, ningún incidente ha sido más revelador que las restricciones que hicieron aterrizar el avión del presidente boliviano Evo Morales, el presidente democráticamente elegido de una nación soberana latinoamericana que no es enemiga oficial de EE.UU. Las indignadas autoridades bolivianas lo calificaron de “secuestro” o “atraco imperialista”. Fue, por lo menos, un acto para el que cuesta imaginar un precedente.



Los funcionarios de Washington evidentemente creían que el avión que transportaba al presidente boliviano de vuelta de Moscú también llevaba a Snowden. Como resultado, EE.UU. parece que hizo bastante presión sobre cuatro países europeos (Francia, España, Portugal e Italia) para obligar a dicho avión a que repostase en un quinto país (Austria). Allí -de nuevo, la presión de EE.UU. parece que fue el factor crucial– el avión fue registrado en circunstancias discutibles y no encontraron a Snowden.



Hay mucho de lo que sucedió que no se sabe, en parte porque no ha habido informaciones serias por parte de Washington al respecto. Los medios estadounidenses han ignorado en gran medida el papel de EE.UU. en el caso del avión, un incidente que en ese país se describe como si no hubiera ocurrido lo que es obvio. Podría, por lo menos en parte, ser el resultado de la implacable persecución del gobierno de Obama contra informantes y filtradores incluyendo hasta los registros telefónicos de los periodistas. El gobierno ha llegado hasta tal punto en su voluntad de perseguir a los informantes a través de los periodistas que, como señaló recientemente Gary Pruitt, presidente de Associated Press, se están agotando las fuentes sobre la seguridad nacional. Algunas personalidades claves de Washington temen hablar incluso extraoficialmente (ahora ese “extra” parece desaparecer potencialmente). Y las nuevas directrices más “estrechas” del Departamento de Justicia para tener acceso a los registros de los periodistas están claramente repletas de agujeros e indudablemente son poco más que decoración.



A pesar de todo, es razonable imaginar que cuando el avión de Morales despegó de Moscú hubo altos funcionarios estadounidenses reunidos en una sala de reuniones (como la del affaire bin Laden), que el presidente estuvo involucrado y que la gente de inteligencia dijo algo parecido a: estamos seguros en un 85% de que Snowden se encuentra en ese avión. Obviamente se tomó la decisión de hacer que aterrizara y se presionó lo bastante a las personas adecuadas de esos cinco países para obligarlas a someterse a la voluntad de Washington.

Ciertamente es posible imaginarlo, ¿pero saberlo? Por el momento, es imposible, y a diferencia de la incursión en la que mataron a bin Laden, no se ha publicado una foto de una sala de reuniones triunfal ya que, por supuesto, no se logró ningún triunfo. Surgen muchas preguntas. ¿Por qué, por mencionar solo una, no permitió Washington que el avión de Morales aterrizara y repostara en Portugal, como estaba programado originalmente, y simplemente forzó a los portugueses a que lo registraran? Como muchas otras cosas, no lo sabemos.



Solo sabemos que para obligar a cinco países a someterse de esa manera la presión de Washington (o de sus representantes locales) tuvo que ser intensa. Dicho de otra manera: los funcionarios claves de esos países debieron de darse cuenta rápidamente de que constituían un obstáculo para la urgente y poderosa misión de la superpotencia del planeta de atrapar a un fugitivo. Era una necesidad tan urgente que superaba cualquier otra consideración práctica, y así abrió el camino para que Venezuela, Bolivia y Nicaragua ofrecieran dar asilo a Snowden con el apoyo de gran parte del resto de Latinoamérica.



Imaginad por un momento que se hubiera obligado a aterrizar al avión de un presidente estadounidense de una manera semejante. Imaginad que un consorcio de naciones presionadas por China o Rusia, por ejemplo, lo hicieran y que con el presidente a bordo posteriormente lo registraran en busca de un “disidente” chino o ruso. Imaginad la reacción en EE.UU. Imaginad el escándalo. Imaginad las acusaciones de “ilegalidad”, de “secuestro de avión”, de “terrorismo internacional”. Imaginad la cobertura continua en los medios. Imaginad la información procedente de Washington de lo que sin duda se habría calificado de “acto de guerra”.



Por cierto, un escenario semejante es inconcebible en este planeta unidimensional. Por lo tanto, solo pensad en el silencio de EE.UU. sobre el incidente de Morales, la falta de cobertura, la falta de información, la ausencia de indignación, la falta de choque, la falta de… bueno, prácticamente de todo.



En vez< de eso, la versión del siglo XXI de la teoría de la disuasión dominó totalmente, aunque Snowden es la prueba de que la disuasión mediante la cacería humana, enjuiciamiento, encarcelamiento y cosas semejantes ha demostrado su ineficacia cuando se trata de filtraciones. Vale la pena señalar que lo que podrían ser las dos mayores filtraciones de documentos oficiales de la historia –la de Bradley Manning y la de Snowden– ocurrieron en un país que está cada vez más bajo la dominación de la teoría de la disuasión.



Y sin embargo no hay que pensar que nadie ha sido afectado, que nadie ha sido intimidado. Considerad, por ejemplo, un ejemplo superior de reciente información de Eric Lichtblau del New York Times. Su artículo de portada “En secreto, la corte amplía considerablemente los poderes de la NSA”, en otro momento podría haber esparcido ondas de choque por Washington y tal vez por todo el país. Después de todo reveló que en “más de una docena de dictámenes clasificados” una corte secreta FISA, que supervisa el Estado de vigilancia estadounidense “ha creado un cuerpo legal secreto” otorgando a la NSA amplios nuevos poderes.



Este es el párrafo que debería haber hecho saltar las alarmas de los estadounidenses: “El Tribunal de Vigilancia de la Inteligencia Exterior de 11 miembros, conocido como la corte FISA, solía concentrarse sobre todo en la aprobación de órdenes de interceptación caso por caso. Pero desde que hace seis años se instituyeron importantes cambios en la legislación y mayor supervisión judicial de operaciones de inteligencia, sigilosamente casi se ha convertido en una Corte Suprema paralela, sirviendo como árbitro máximo en temas de vigilancia y ha emitido opiniones que es muy probable que conformarán las prácticas de inteligencia durante muchos años, dijeron unos funcionarios”.



En la mayoría de los casos en la historia estadounidense, la revelación de que un tribunal secreto semejante, que nunca rechaza las solicitudes del gobierno, hace leyes “casi” al nivel de la Corte Suprema, seguramente habría causado una protesta en el Congreso y otros sitios. Sin embargo no hubo ninguna, señal de cuán poderoso e intimidante se ha vuelto el mundo secreto o de hasta qué punto el Congreso y el resto de Washington han sido absorbidos por él.



De un modo no menos impactante –y otra vez sabemos tan poco que hay que leer entre líneas– Lichtblau indica que más de seis “funcionarios actuales y antiguos de la seguridad nacional”, tal vez inquietos por la expansión de los poderes de la FISA, discutieron sus dictámenes "bajo la condición de anonimato”. Supuestamente, por lo menos uno de ellos (u otra persona) filtró la información clasificada sobre ese tribunal.



De manera bastante conveniente, Lichtblau escribió un artículo anónimo. En vista de que las fuentes ya no cuentan con ninguna seguridad de que sus registros telefónicos o de correos electrónicos no estén o sean monitoreados, no tenemos la menor idea de cómo esos personajes se pusieron en contacto con él o viceversa. Todo lo que sabemos es que, incluso al lanzar una luz poderosa hacia la oscuridad del universo de la vigilancia, el periodismo estadounidense ahora también se mueve en la sombra.



Lo que nos dicen el incidente de Morales y el artículo de Lichtblau, y lo que apenas hemos comprendido, es cómo está cambiando nuestro mundo estadounidense. En los años de la Guerra Fría, enfrentados a un mundo de MAD, ambas superpotencias se aventuraron “hacia las sombras” para enfrentarse en su lucha global. Y como en tantas guerras, tarde o temprano los métodos utilizados en tierras distantes volvieron a casa para atormentarnos. En el siglo XXI, sin otra potencia importante a la vista, la superpotencia que queda ha convertido en suyas esas “sombras” a gran escala. Más allá de la vista del resto de nosotros, comenzó a recrear de una forma nueva su famoso gobierno tripartito, de controles y equilibrios, que ahora tiene más de dos siglos. Allí, en esas sombras, los poderes ejecutivo, judicial y legislativo comenzaron a fusionarse en un gobierno unicameral en la sombra, parte de una nueva arquitectura de control que no tiene nada que ver con “del pueblo, por el pueblo, para el pueblo”.



Un gobierno en la sombra semejante que confía en tribunales secretos y en la vigilancia a gran escala de poblaciones, incluyendo la suya, mientras persigue sus deseos secretos globalmente era exactamente lo que temían los padres fundadores del país. A fin de cuentas poco importa bajo qué etiqueta –incluyendo la “seguridad” y la “protección” estadounidenses– se construye semejante poder gobernante; tarde o temprano la arquitectura determinará los actos y se hará más tiránico en el interior y más extremo en el exterior. Bienvenidos al mundo de la única superpotencia canalla, y agradeced a vuestra buena estrella que Edward Snowden haya tomado las decisiones que tomó.



Es escalofriante que algunos aspectos de los gobiernos totalitarios que desaparecieron en el siglo XX se estén recreando en estas sombras. En ellas una bestia cada vez más “totalística” sin ser todavía totalitaria, habiendo llegado su hora, se arrastra hacia Washington para nacer, mientras los que se atrevieron a echar un poco de luz sobre el proceso de nacimiento están en la cárcel o son perseguidos por todo el planeta.



Ahora hemos vivido la teoría de la disuasión en dos siglos. Una vez se introdujo para detener la destrucción total del planeta; una vez –y dicen que si la primera vez es tragedia la segunda es farsa– para disuadir a un pequeño número de informantes para que no revelen las entrañas del nuevo Estado de seguridad global. Ya llegamos una vez cerca de una tragedia total. Solo si pudiésemos estar seguros de que la segunda vez es verdaderamente una farsa, pero por el momento, que yo vea, nadie se está riendo.



Tom Engelhardt, es cofundador del American Empire Project y autor de “The End of Victory Culture”, una historia sobre la Guerra Fría y otros aspectos, así como de la una novela: “The Last Days of Publishing” y de “The American Way of War: How Bush’s Wars Became Obama’s” (Haymarket Books). Su último libro, escrito junto con Nick Turse es: “Terminator Planet: The First History of Drone Warfare, 2001-2050”.


[Nota: Mi especial agradecimiento a Irena Gross que me hizo pensar en “disidentes” estadounidenses y nuestro planeta prisión].





Copyright 2013 Tom Engelhardt



Fuente: http://www.tomdispatch.com/post/175725/tomgram%3A_engelhardt%2C_can_edward_snowden_be_deterred/#more

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