domingo, 14 de julho de 2013

A imortalidade das utopias - a revolta camponesa de 1381

Sebastião Nunes


Nada é impossível com vontade e cultura, pena que não temos cultura nem vontade
Nada é impossível com vontade e cultura, pena que não temos cultura nem vontade
PUBLICADO EM 14/07/13 - 03h00
Ao começar sua “Editor’s letter”, na “Vanity Fair” de fevereiro de 2013, o editor Graydon Carter escreveu: “Not to generalize, but mankind can be divided into three groups”. Aproveito o mote: não vou generalizar, mas a humanidade se divide em dois grupos: os que lutam pela diminuição das diferenças sociais e os que lutam pela manutenção (ou pela ampliação) das diferenças sociais.


Temos assim dois grupos. De um lado, os que lutam pela redução de privilégios, chamados socialistas, progressistas ou esquerdistas. Do outro, aqueles que se empenham em manter (ou aumentar) privilégios, e que podem ser rotulados de conservadores, reacionários ou direitistas, à escolha. Não há como fugir dessa dicotomia, que surgiu no século XIV: cada um de nós está numa das categorias acima. Neutralidade não existe.
Metidos nessa briga temos, no Brasil, 10 mil famílias com grandes fortunas, metade delas controlando cerca de 40% do PIB nacional e, no buraco, 16 milhões de miseráveis (vivendo com até R$70,00 mensais). Se não for exatamente assim, é quase assim, o suficiente para desesperar um anjo barroco.
COMEÇANDO PELO FIM

John Ball, um padre inglês, também conhecido como “o padre doido do Kent”, era poeta. Um dos três líderes da revolta, foi enforcado e esquartejado em 15 de julho de 1381, na presença ilustre de Ricardo II, rei da Inglaterra, que deve ter lambido os beiços de gozo.
Wat Tyler, outro dos líderes, foi apunhalado pelo xerife de Londres, durante a segunda reunião de negociações dos revoltosos com o rei, porque o xerife imaginou que o monarca pudesse ser atacado. Na dúvida, melhor prevenir do que remediar.
De Jack Straw, o terceiro líder, nada se sabe, exceto que liderou, lutou e perdeu.
MOTIVOS
Tudo começou por causa de um imposto chamado “poll tax”: cada família deveria contribuir com um xelim por adulto para financiar as guerras no continente. Pouca coisa, não é mesmo? Lembra até o que aconteceu por aqui recentemente.
Foi então que John Ball pregou um sermão em que perguntava: “Nos tempos de Adão e Eva, quem era o grande senhor?”, numa referência direta ao rei. Por incrível que pareça, essa pergunta tão simples atravessou a Idade Média, aprofundando a divisão entre senhores e servos e tornando-se motivo para incontáveis rebeliões.

MINORIAS ATIVAS

Na época, como na Idade Média em geral, camponês não podia sair da propriedade em que trabalhava. Como a mortandade pela Peste Negra tivesse sido enorme, o trabalho, ainda que servil, passou a ser valorizado, mas tudo continuava na mesma nas propriedades senhoriais. Assim, o novo imposto foi a gota d’água e deu no que deu, com os camponeses rebelados marchando sobre Londres.
Situação inusitada para o tempo, provocou tremendo alvoroço entre os senhores, apesar de poucas propriedades terem sido atacadas. A servidão era tão antiga e persistente que ninguém tinha coragem de confrontar um nobre, muito menos exigir alguma coisa, ainda que sua família estivesse morrendo de fome.
Mesmo nessa situação, porém desesperados e dispostos a tudo, os grupos rebelados se encontraram com o próprio rei e apresentaram-lhe exigências, sobre princípios básicos que regiam o feudalismo. Em sequência, tomaram a Torre de Londres e executaram vários figurões que ali se refugiavam, como o Lorde Chanceler, o arcebispo Simon Sudbury, um dos responsáveis pela instituição da “poll tax”, e o Lorde Tesoureiro (ministro das finanças). Quando destruíram um palácio do tio do rei, Ricardo II percebeu que a coisa era séria e decidiu por reformas, entre as quais pagamento mais justo e abolição da servidão.
Estava lançada a semente que levaria à modernidade, embora ainda fosse preciso esperar séculos para reformas realmente eficazes.
FRONTEIRAS URBANAS

Uma das maneiras que os ricos encontraram para se defender da proximidade dos pobres foi o encarecimento das terras. Em comunidades pequenas, ricos (quando existem) e miseráveis moram próximos, dividindo as mesmas ruas, escolas, igrejas e lojas. Esbarram uns nos outros todo o tempo.
Nas cidades grandes – quanto maior a cidade, pior a situação – os bairros são divididos claramente pelo poder. Vivendo o dia a dia do tumulto e da correria, poucos se dão conta dessa separação absurda entre renda e qualidade de vida.
Apenas no centro da cidade grande existe o que se pode chamar de democracia, mesmo sendo pouco frequentado pelos ricos. Nas áreas residenciais nobres, pobre só entra como empregado doméstico, entregador, motorista ou jardineiro. O mesmo ocorre nas escolas dessas regiões. Pobre, só na cantina ou na faxina.
MAIS UMA, MENOS UMA

No ano de 1381, perto da virada do século, as populações rurais viviam praticamente como viveram seus antepassados nos mil anos anteriores, desde a queda do Império Romano, e provavelmente pior do que viveram em Roma, como escravos.
Essas condições se estenderam até depois da Revolução Industrial, na Inglaterra, que atraiu para as cidades multidões de camponeses, aviltando os salários e os tornando ainda mais miseráveis. Os retirantes nordestinos do século XX exemplificam mais ou menos o que foi essa debandada dos campos para as cidades industrializadas.
No entanto, a roda das exigências gira. Devagar, muito devagar, aumenta a percepção do que existe de errado e do que deve ser feito. A tendência maior, no entanto, é no sentido de que a propriedade se defenda com unhas e dentes.
Por falar nisso, está em pauta novamente o IGF (Imposto sobre Grandes Fortunas), tema do início desta crônica. Ao lado da extinção total do Senado e da reforma política profunda (com plebiscito já), formaria um belo tripé, sobre o qual o país poderia, enfim, caminhar pelas próprias pernas.

La biología tropical como método de injerencia en la soberanía nacional

La biología tropical como método de injerencia en la soberanía nacional de los recursos naturales

AUNA-Costa Rica


Con “gran pompa” se anunció que desde el 23 al 27 de junio en San José, Costa Rica, se realizaría el Congreso de Biología Tropical llamado: “Las nuevas fronteras en biología tropical para los próximos 50 años" [1]. El evento reunió a 900 investigadores de 53 países, y estuvo organizado por la “Association for tropical Biology & Conservation (ATBC) y la Organization for Tropical Studies (OTS), ambas organizaciones no gubernamentales.

Aparentemente el congreso tenía la intención de dictar las directrices de las líneas de investigación en la biología tropical para más de la mitad del siglo XXI. Desgraciadamente, estas seguirán marcadas por el negocio mundial y transnacional de la naturaleza, ya que el diálogo de los participantes se centró en “las medidas para la conservación de los ecosistemas con el fin de que estos sigan brindando servicios como biodiversidad para la seguridad alimentaria e insumos para la industria médica…” [2].

La biodiversidad es una riqueza explotable, sobre la cual se cierne la geoestrategia y la geopolítica. Existe un interés por monopolizar el conocimiento sobre la biodiversidad y almacenar bancos de germoplasma, que es donde se almacena y conserva la variabilidad genética, representada por células germinales, semillas o especies de animales que poseen un uso aprovechable para la humanidad.

Para lograr estos objetivos, las multinacionales y las metrópolis, que representan la lógica del capital, han montado dos líneas de acción. La primera consiste en “la construcción de un sistema de bioprospección mundial constituido por las transnacionales, Estados, instituciones e investigadores (ONGs y Estados nacionales” [3]. Y la segunda es “un sistema mundial de protección de la propiedad intelectual que penetre las oficinas de patentes nacionales y que permita hacer válida la propiedad privada" [4].

Los proyectos de bioprospección permiten explotar y seleccionar la diversidad biológica con la finalidad de hallar recursos genéticos y bioquímicos comercialmente valiosos, con el fin de patentarlos, lo que en 1993, Pat Money llamo Biopiratería y que se entiende como: “la utilización de los sistemas de propiedad intelectual para legitimizar la propiedad y el control exclusivo de conocimientos y recursos biológicos sin reconocimiento, recompensa o protección de las contribuciones de las comunidades indígenas y campesinas” [5] (y agregamos: ni a los estados tropicales). Delgado Ramos afirma que la biopiratería: “no es una conceptualización solo analítica sino también política, es un mecanismo de enriquecimiento capitalista de acciones ecologicidas y antitesis de la sostenibilidad” [6].

Para la catedrática Silvia Rodríguez, existen diferentes tipos de bioprospección que se asocian a los actores sociales. Entre estos tipos están: “la bioprospección al azar e intencional” y la “bioprospección etnobotánica”, la cual según la autora “representa para muchos el método mas efectivo” [7] para encontrar con mayor facilidad los principios activos que generarían un fármaco potencialmente rentable o la obtención de moléculas para la generación de alimentos transgénicos igualmente rentables y perjudiciales.

Al finalizar el Congreso de Biología Tropical (Biopiratería Tropical), los investigadores realizaron lo que han llamado: “La declaratoria de San José”, y en la cual se destaca el llamado al gobierno de Costa Rica de: “retirar y eliminar el proyecto de ley 17.680, el cual pretende segregar unas 1.000 hectáreas del Parque Nacional Rincón de la Vieja con el fin de dedicarlas a la geotermia” [8]. Además enuncian la importancia de las interconexiones biológicas que deben realizarse entre las diferentes áreas protegidas. Podemos especular que estas se enmarcan dentro de los programas que integran el Corredor Biológico Mesoamericano (CBM), es decir, la cara verde del Proyecto Mesoamérica.

Llama mucho la atención en la declaratoria la afirmación que realizan, cito: "Costa Rica podría perder su liderazgo mundial como una sociedad capaz de haber integrado el progreso social, económico y ambiental" [9], lo cual podría asumirse como una advertencia al gobierno nacional, si no se retira el proyecto de ley 17.680 de la corriente legislativa.

Pero nos preguntamos: ¿conocerán estos “900 científicos” la realidad que acontece con el déficit de producción de energía eléctrica al que se enfrenta el país en época seca? ¿ Tendrán idea que los incrementos en el consumo eléctrico en Costa Rica son cerca del 5,4 % anual, lo que nos proyecta una duplicación de lo producido hasta hoy en los próximos 12 años? ¿Como científicos habrán sido rigurosos al tomar en cuenta tales aspectos para realizar tan romántica declaratoria?

En el 2008, y gracias a la conducción del catedrático Freddy Pacheco, de la Escuela de Ciencias Biológicas de la Universidad Nacional de Costa Rica, hicimos un estudio integral de caso sobre el Proyecto Hidroeléctrico Diquis (PHD), en el cual descubrimos que según las proyecciones del Instituto Costarricense de Electricidad (ICE) y de algunos desarrolladores de proyectos para la producción de energías limpias, el PHD debía estar funcionando a más tardar en el 2016 y así eliminar el uso de las plantas térmicas (consumidoras de combustible fósil) las cuales, además de incrementar la factura petrolera del país, nos causan una dependencia energética, son altamente contaminantes y la emisión de gases que generan aportan bastante al tan mencionado calentamiento global.

Un ejemplo de esto es la planta térmica Garabito en Puntarenas, Costa Rica, que pasó de consumir 8561 barriles de bunker en 2009 a 32952 barriles en 2010 [10]. Otro aspecto negativo de esta forma de producción de energía eléctrica es que un proyecto de planta térmica como Garbito le costó a los costarricenses 316 millones de dólares, para producir 200 megavatios de electricidad, con un costo ambiental y económico muy alto, lo que sin duda alguna se carga a la factura de los consumidores mes a mes.

Las soluciones posibles que hasta ahora se conocen, para tener una Costa Rica productora de energías limpias son: las Plantas Hidroeléctricas, Parques Eólicos y las Plantas Geotérmicas.

Entre las soluciones estaba precisamente el PHD, que pretendía satisfacer la demanda de los costarricenses por algunos años, como lo hizo el embalse de Arenal en su tiempo. Si no se podía realizar el proyecto, se debía abrir el tema de concesiones de agua para que los empresarios pudiesen construir pequeños proyectos hidroeléctricos, y cambiar la ley que limita la producción de energía privada, por lo que el ejecutivo presentó un proyecto de ley, donde se le permitiría incrementar la generación de electricidad privada de un 15% a un 25% en el país. En el tema del modelo desarrollo, este proyecto de ley responde al modelo de privatización tan impulsado en los últimos años por los gobiernos neoliberales.

En el tema de la conservación e impacto surge la pregunta: ¿Qué impacta más: muchas hidroeléctricas pequeñas en manos privadas en la mayoría de los ríos del Caribe o el PHD? Es importante aclarar que por razones técnicas los únicos ríos que cumplen las condiciones geológicas para construir estas pequeñas plantas están en la Vertiente Caribeña. También hay que mencionar que según la ley, el ICE esta obligado a comprarle al pequeño empresario la electricidad producida se ocupe o no y que al termino de unos 20 años deberá pagarle al desarrollador el valor de la planta hidroeléctrica que construyó (negocio redondo).

La otra solución que el ICE ha ido implementando son los Parques Eólicos (PE), pero estos poseen el problema que produce oscilaciones en la energía, ya que depende de la fuerza del viento, lo que hace que esta fuente sea inestable para algunos sectores cuyos equipos no pueden sufrir de variantes en los voltajes, por lo tanto los parques son insuficientes para cubrir la demanda actual y futura.

Por último, el ICE presenta la propuesta de la energía geotérmica, la cual es mucho menos contaminante e impactante que la hidroeléctrica, pero con el agravante de que todos los sitios aptos en Costa Rica se encuentran bajo la modalidad de Parque Nacional y su costo de construcción es mayor que un proyecto hidroeléctrico. Pero hay que visualizar la opción de energía geotérmica como una inversión en una fuente inagotable de energía que no depende del estado meteorológico, que no impacta la flora y la fauna y, además, que no desplaza a los pueblos originarios como sucede con los embalses hidroeléctricos.

Según los estudios realizados por el Departamento de Recursos Geotérmicos del ICE, el potencial teórico geotérmico de Costa Rica asciende a 900 Mega-Watios, siendo las áreas de mayor potencial las ubicadas en la Zona Volcánica de Guanacaste y la Cordillera Volcánica Central [11]. Es importante acotar que esta forma de producir electricidad sólo se puede hacer en determinadas partes del mundo, lo que hace de toda el área centroamericana un importante núcleo de energía geotérmica.

La Ley # 3763, indica que las riquezas de los Parques Nacionales en Costa Rica, no se explotarán con fines comerciales, pero debe tenerse en cuenta que las plantas geotérmicas no son propiamente actividades comerciales, ya que el recurso geotérmico es usado para la satisfacción de fines públicos, el desarrollo de la calidad de vida, derecho al servicio eléctrico y sobre todo a la soberanía y seguridad energética [12].

Lo que no sucede con la bioprospección, que traslada la riqueza en biodiversidad de nuestras áreas de conservación a una molécula capaz de sintetizar un fármaco para su uso comercial generando una alta rentabilidad a alguna de las casas farmacéuticas transnacionales o las productoras de alimento transgénico.

Según el proyecto de ley #17680, al afectarse una parte del inmueble del Parque Nacional, este se repone mediante una permuta del terreno, como también lo propone en su texto sustitutivo a la ley la Federación Conservacionista de Costa Rica (FECON), ONG que reúnen a las asociaciones ambientalistas y de conservación de todo el país. En el texto sustitutivo, se reconocen en los principios que existe la “necesidad nacional del desarrollo geotérmico. La energía geotérmica constituye un recurso natural sostenible, de importancia estratégica para el desarrollo nacional. Representa energía firme de bajo a moderado impacto ambiental, que además constituye un recurso autóctono que le otorga soberanía energética a nuestro país” [13].

Por lo visto, entre las ONGs transnacionales y las ONGs nacionales existen dos visiones sobre el tema de la energía geotérmica y del uso soberano de los recursos naturales, debate que debe abordarse desde una perspectiva interdisciplinaria por parte de los científicos de la biología tropical para “no caer inocentemente” en declaratorias que intentan violentar el derecho soberano de los países para el uso de sus recursos naturales de una forma sostenible y para el bien de sus habitantes.

Costa Rica debe tratar el tema energético como prioridad del Estado, y no permitir que núcleos ligados a los intereses de las metrópolis le dicten la política de la única empresa estratégica que posee el pueblo costarricense. Conviene empezar a ver hacia el sur en el tema energético y seguir el ejemplo de otros países latinoamericanos, los cuales han fortalecido y recuperado las empresas estratégicas de energía y recursos naturales, hecho que les ha permitido una independencia energética, la cual hoy hace de ellos uno de los bloques regionales más importantes del mundo (Chile con Codelco, Brasil con Petrobras, Venezuela con PDVSA, Bolivia con la YPDFB, Ecuador con Petro-Ecuador y Argentina con YPF).

En el tema de biodiversidad ya es tiempo que las investigaciones científicas y sobretodo las realizadas en bioprospección contengan mecanismos para que el beneficio llegue a toda la población de los países tropicales que aportan el 70% de la biodiversidad mundial.

NOTAS:
[1] Subrayado es nuestro

[2] La Nación, 24-06-2013 (Subrayado es nuestro).

[3] Delgado Ramos G. (2002). “Hacia un sistema mundial de Biopiratería” (en) “La amenaza Biológica: Mitos y falsas promesas de la biotecnología”. Primera edición. Editorial Plaza y Janes. México. 453 p.

[4] Ídem.

[5] Idem.

[6] Idem.

[7] Rodríguez S. (2003). Injusticia y lucro en contratos de Bioprospección. En Revista Ambientales. No.26. Págs.59-69. Universidad Nacional Costa Rica.

[8] La Nación, 28 -06-2013.

[9] Idem.

[10] Diario extra, 11-10-2010.

[11] Proyecto de ley 17680. (Gaceta, 24-06-2010).

[12] Ídem.

[13] http://feconcr.org/doc/geotermia/17680-TEXTO%20SUSTITUTIVO%20GEOTERMIA%20.pdf (acceso: 28-06-2013) (Resaltado es nuestro).

Óscar Barboza Lizano es latinoamericanista, biólogo tropical y miembro de AUNA-Costa Rica.
Fuente: http://connuestraamerica.blogspot.com/2013/07/la-biologia-tropical-como-metodo-de.html

Brigadas Populares Antihacking en Argentina contra el espionaje electrónico yanqui



Matrizur.org


Activistas de organizaciones sociales crearán Brigadas Populares Anti-hacking contra el espionaje electrónico desatado por el gobierno de los Estados Unidos contra los pueblos de Suramérica y el Mundo.

En un comunicado las organizaciones argentinas repudiaron la guerra electrónica desatada por el Departamento de Estado y la Casa Blanca contra organizaciones, personalidades y gobiernos del Mundo pero en especial contra los pueblos libres de Latinoamérica y El Caribe que quieren una zona libre de intercambio de conocimiento e información sin interferencias del imperialismo yanqui.Asimismo instaron a los gobiernos de la región a implementar las medidas necesarias para desarrollar una red propia de conexión a internet, libre de injerencias del Norte.

Las organizaciones sociales consideraron que la dependencia tecnología de los gobiernos de MERCOSUR, UNASUR y CELAC en relación a los centros tecnológicos de Estados Unidos y Unión Europea debe eliminarse para construir una verdadera independencia económica, política y social.

El espionaje a mansalva lanzado por el gobierno de Barack Obama a través de la CIA y la NSA evidenciados por el ex agente Edward Snowden son prueba suficiente para tomar las medidas más urgentes en el combate al espionaje urdido por la decadente potencia tecnológica mundial que necesita de estas maniobras de instrusión electrónica en gobiernos y oranizaciones sociales y políticas del Mundo para mantener su gragil dominio tecnológico sobre los más débiles.

Las Brigadas Populares Antihacking (BPA) serán anunciadas en el transcurso de las próximas semanas.
Colectivos que adhieren:
Agrupación 5 de marzo

Colectivo Noalcopirrait

Grupo Campesinos por la Semilla Orgánica

Colectivo 16:25

Observatorio Sudamericano de Patentes

Agrupación La Plata Libre

Colectivo de Estudiantes Egresados Chavistas en Argentina

Agrupación de Estudiantes La Tiza Roja

Comunicadores Agencias del Sur

Agencia Matriz del Sur

Colectivo Rosario Libre

Grupo Guevariano de Tecnologias Sociales
Contacto: Agrupacion5demarzo@gmail.com (correo espiado)
Fuente: http://matrizur.org/index.php?option=com_content&view=article&id=27336:argentina-crean-brigadas-antihacking-contra-espionaje-electronico-yanqui&catid=46:conocimiento-y-tecnologia&Itemid=69

La retórica vacía de Obama sobre los drones

Los "ataques distintivos" y la retórica vacía de Obama sobre los drones
El Huffington Post

Video de Robert Greenwald expone la matanza de civiles causada por los drones de EE.UU.

El 17 de marzo de 2011, cuatro misiles Hellfire, lanzados desde un avión no tripulado de Estados Unidos, alcanzaron una estación de autobuses en la ciudad de Datta Khel, en la región fronteriza paquistaní de Waziristán. Se calcula que murieron 42 personas. Parte de la rutina en la llamada guerra contra el terror. Para la mayoría de los estadounidenses, el ataque no fue seguramente más que una línea fugaz en el informativo de la noche, o ni siquiera eso.

¿Pero qué sucedió verdaderamente aquel día? ¿Quiénes eran esos 42 muertos, y qué estaban haciendo? ¿Y qué repercusión tuvo el ataque? ¿Contribuyó a nuestra seguridad? Estas son las preguntas planteadas, y respondidas, en un nuevo vídeo de visión obligada que acaba de hacer público la Brave New Foundation de Robert Greenwald.

El ataque fue de los que se denominan "ataques distintivos", en los que la CIA o el Ejército toman la decisión de disparar no basándose en quiénes son los objetivos sino en si exhiben pautas de comportamiento sospechosas que se consideran "distintivas" de los terroristas (como se ve en el vídeo desde el avión). Dado que la CIA está matando a personas no identificadas solo por su comportamiento, es de esperar que la definición de los criterios con los que se mide qué comportamiento puede significar la muerte se haga con cierto rigor.

¿Qué es un comportamiento distintivo? "La definición consiste en un varón entre 20 y 40 años", dijo el exembajador norteamericano en Pakistán Cameron Munter a la periodista de The Daily Beast Tara McKelvey. "En mi opinión, el mismo hombre que es un combatiente para unos, para otros es... un bobo que una vez fue a una reunión". Según cita The New York Times, un alto funcionario del Departamento de Estado ha dicho que cuando la CIA ve "a tres tipos que dan saltos y piruetas", la agencia cree que es un campo de entrenamiento de terroristas.

Ese día, en Datta Khel, el comportamiento distintivo fue una reunión, una jirga, que es una asamblea de ancianos tribales para resolver una disputa local. En ese caso, estaban resolviendo un conflicto por una mina de cromita. Y de hecho, los ancianos habían informado de la reunión al Ejército paquistaní con 10 días de antelación. "Es decir, era un acontecimiento público y abierto, del que tenían conocimiento prácticamente todos en la comunidad y el área circundante", dice el profesor de derecho de Stanford James Cavallaro en el vídeo.

Prácticamente todos en la comunidad y el área circundante. Pero no los servicios de inteligencia estadounidenses. Ni el director de la CIA. Ni el presidente. Ni el tipo que, en Virginia, Nevada o algún otro lugar no revelado, apretó el botón que controlaba el avión no tripulado.

Y así, casi todos los ancianos tribales de la zona murieron alcanzados por los misiles. Akbar Ahmed fue embajador de Pakistán en el Reino Unido, ahora retirado y profesor en la American University. "Contribuye a la sensación de que nadie está a salvo, ningún lugar está a salvo, nada está a salvo", dice en el vídeo. "Incluso una jirga, la institución más querida y valorada de las áreas tribales. Así que no podemos ni sentarnos a resolver un problema, hasta eso ha dejado de ser seguro". Como dice el profesor Cavallaro, "la pérdida de 40 líderes en un mismo día fue devastadora para esa comunidad".

Lejos de crear estabilidad en países como Pakistán, que es algo de lo que el Gobierno habla mucho, el ataque eliminó de una barrida a las fuerzas más estabilizadoras de toda una comunidad.

Jalal Manzar Khail estaba allí cerca aquel día, en su casa, y recuerda el ataque, en el que también perdieron la vida cuatro primos suyos. A partir de entonces, su hijo de seis años tuvo miedo -bastante razonable- de dormir dentro de la vivienda. "No podemos ir a casa", cuenta Khail que decía su hijo. "Tenemos que pasar la noche en el árbol". Añade Khail: "Transmitan mi mensaje a los americanos: la CIA y Estados Unidos tienen que parar... Están creándose más enemigos, y esto durará cientos de años".

El mensaje de Khail no es nada nuevo. "Casi al final de cada entrevista que hice", me dice Greenwald, "la persona añadía: 'Por favor, díganle al presidente Obama que no soy un terrorista y que tiene que dejar de matar a mi familia'".

Hubo un tiempo en el que el presidente Obama quizá se habría mostrado más receptivo a ese mensaje. En el libro Kill or Capture: The War on Terror and the Soul of the Obama Presidency, Daniel Klaidman relata otro ataque con aviones no tripulados justo días después de que Obama jurara su cargo. Entre los fallecidos estaban un jefe tribal partidario del Gobierno y sus dos hijos. Obama "no se mostró nada contento", le explicó un funcionario a Klaidman.

Entonces le explicaron el concepto de "ataques distintivos". "Señor presidente", dijo el subdirector de la CIA, Steve Kappes, "podemos ver que allí hay muchos varones en edad militar, hombres relacionados con la actividad terrorista, pero no siempre sabemos quiénes son". Obama respondió: "Eso no me convence".

Da la impresión de que desde entonces ha aprendido a valorar más la idea. No se sabe cuánta gente -combatientes y civiles- ha muerto en ataques distintivos, porque la administración no reconoce su existencia. En febrero, Robert Gibbs declaró a Chris Hayes en MSNBC que, cuando le nombraron secretario de prensa de Obama, le dijeron que no reconociera el programa de drones en absoluto. "No debes ni mencionar su existencia", recuerda que le dijeron.

Por supuesto, desde entonces, dado que esta postura resultaba cada vez más ridícula -e insultante para el país-, el Gobierno sí ha reconocido los ataques con aviones no tripulados, pero poco más. Los cálculos sobre víctimas proceden de otras fuentes. Como destaca Klaidman, para cuando Obama aceptó su premio Nobel de la Paz, 11 meses después de jurar el cargo, ya había ordenado más ataques de este tipo que George W. Bush durante toda su presidencia. A finales de 2012, había ordenado seis veces más ataques que Bush en Pakistán. Un estudio realizado por profesores de Stanford (incluido Cavallaro) y la Universidad de Nueva York llegó a la conclusión de que, entre 2004 y 2012, habían muerto en Pakistán entre 474 y 881 civiles por ataques con aviones no tripulados. Entre ellos, 176 niños, que constituyen el tema de otro vídeo de Greenwald que les sugiero que vean. Para el año fiscal 2013, el Gobierno ha solicitado 26.160 millones de dólares destinados al programa de aviones no tripulados; al menos, esa es la parte que conocemos.

En un discurso pronunciado en mayo en la Universidad Nacional de la Defensa, presentado como unas palabras fundamentales sobre seguridad nacional, el presidente Obama pretendió aclarar su política sobre los aviones no tripulados, la vigilancia y Guantánamo. Pareció que representaba un momento de transición en su estrategia. "Con una década de experiencia a nuestras espaldas", dijo en la hora que duró el discurso, "ha llegado el momento de hacernos serias preguntas, sobre la naturaleza de las amenazas actuales y cómo debemos afrontarlas". En algunas frases, incluso presentó sólidos argumentos contra el uso de los drones:

"... La fuerza no basta para hacer que estemos a salvo. No podemos emplear la fuerza en todos los sitios en los que se instala una ideología radical; y sin una estrategia que seque las fuentes del extremismo, una guerra perpetua -con aviones no tripulados, o fuerzas especiales, o despliegue de tropas- será contraproducente y transformará nuestro país de manera inquietante".
Reconoció también que "los ataques de Estados Unidos han provocado bajas civiles". Una afirmación muy distinta de la que hizo en 2011 John Brennan, entonces asesor principal del presidente en materia de antiterrorismo, que dijo: "No ha habido una sola muerte colateral" por los ataques. Posteriormente modificó sus palabras y dijo que no había habido "ninguna prueba creíble de muertes colaterales". Esta ridícula afirmación quedó destrozada en un artículo publicado en Foreign Policy por Micah Zenko, que llegaba a la conclusión de que Brenan, o no tenía las mismas informaciones que otros funcionarios de la Administración, o no tenía acceso a internet. O "estaba mintiendo". En cualquier caso, eso no impidió su confirmación como director de la CIA.

En su discurso, el presidente Obama reconoció también que "América no puede atacar donde le parece; nuestras acciones dependen de las consultas con nuestros socios y el respeto a la soberanía del Estado". Pakistán quizá no esté de acuerdo. Tras el ataque de Datta Khel, varios familiares de víctimas presentaron una querella que derivó en el fallo de un tribunal paquistaní de que los ataques son ilegales.

El presidente comenzó su discurso proclamando: "Nuestras alianzas son fuertes, igual que nuestro prestigio en el mundo". El mundo es muy grande. Y hay algunos sitios en los que nuestro prestigio tiene más repercusiones para nuestra seguridad nacional que en otros. En Pakistán, por ejemplo, según una encuesta reciente de la Pew Foundation, el 74% de la población considera que Estados Unidos es un enemigo. En el último año de la presidencia de Bush, Estados Unidos contaba con la opinión favorable del 19% de la población paquistaní. En 2012, la cifra había caído al 12%. Bruce Riedel, exanalista de la CIA y hoy investigador en Brookings, dice que los ataques son "mortales para cualquier esperanza de invertir la ruptura de lazos con el Estado que tiene el programa de armamento nuclear de más rápido desarrollo en el mundo".

El presidente afirmó también que "el poder aéreo y los misiles convencionales son mucho menos precisos que los aviones no tripulados, y tienen más probabilidades de causar víctimas civiles e indignación local". No es verdad. La semana pasada, en The Guardian, Spencer Ackerman informaba sobre un estudio de Larry Lewis, del Centro de Análisis Navales, que llega a la conclusión de que los ataques con drones en Afganistán tienen 10 veces más probabilidades de causar víctimas civiles que los ataques con aviones tripulados. "Los aviones no tripulados no saben, por arte de magia, evitar mejor a los civiles que los aviones de combate convencionales", dice la coautora del estudio Sarah Holewinski. "Cuando a los pilotos que manejaban los cazas se les daban instrucciones claras y formación sobre protección de la población civil, eran capaces de reducir el número de víctimas civiles".

En su discurso, Obama dijo asimismo: "Debemos tomar decisiones basadas no en el miedo, sino en la sabiduría adquirida". Se supone que la sabiduría adquirida en la que se basaba el estudio sobre los drones -datos de Afganistán entre 2010 y 2011- estaba también a disposición del Gobierno. Si a la Casa Blanca le hubiera interesado averiguar qué método era más seguro, habría podido. Pero prefirieron no hacerlo, y se limitaron a repetir la "sabiduría" interesada, convencional y claramente equivocada. Es difícil considerar auténtica sabiduría a ese tipo de toma de decisiones.

Sin embargo, el presidente dijo también que iba explorar "otras opciones para mejorar la supervisión" y que había firmado "unas directrices claras" para "la supervisión y la rendición de cuentas" justo el día anterior. "Antes de que se lleve a cabo cualquier incursión", declaró, "debe existir la certeza casi absoluta de que no se va a matar ni herir a civiles, el criterio más exigente que podemos seguir".

Aunque no mencionó los ataques distintivos, se suponía que ciertas expresiones como "certeza casi absoluta" y "el criterio más exigente" significaban que no iban a volver a utilizarse. Una hipótesis que se vio refutada días después cuando un funcionario del Gobierno declaró a The New York Times que va a seguir habiendo ataques distintivos en Pakistán, una afirmación que, según escribió Andrew Rosenthal en el periódico, "parece contradecir todo el tono del discurso de Obama".

Dos semanas después, el 9 de junio, un avión no tripulado alcanzó un vehículo en Yemen y mató no solo a varios presuntos terroristas sino a un niño de 10 años llamado Abdulaziz. La "certeza casi absoluta" y esas nuevas "directices claras" no habían sido suficientes para él. La Administración se negó a hacer comentarios sobre la muerte del chico o el ataque. Eso es rendir cuentas y ser transparentes. Y la semana pasada, un ataque en Waziristán mató a 16 personas e hirió a otras cinco.

Además de plantear esas "serias preguntas" sobre la guerra contra el terrorismo, ya es hora de empezar a reconocer algunas verdades innegables y difíciles. Y una de ellas es que la hipótesis de que los ataques con aviones no tripulados contribuyen a nuestra seguridad -incluso cuando aciertan con su objetivo y siguen un criterio de absoluta certeza- no es cierta. Es decir, no hay que elegir, como nos quiere hacer creer el Gobierno, entre la seguridad y la compasión. "Como comandante en jefe, debo sopesar estas desgarradoras tragedias contra las alternativas", dijo Obama en el discurso. "No hacer nada ante las redes terroristas produciría muchas más víctimas civiles". Como si esas fueran nuestras únicas alternativas: matar a niños como Abdulaziz o no hacer nada.

El presidente continuó: "Recordemos que los terroristas a los que perseguimos matan a civiles, y que el número de muertos de sus actos terroristas contra musulmanes empequeñece cualquier cifra de bajas civiles por los ataques con aviones no tripulados".

Pero lo dice como si "los terroristas" fueran un grupo fijo de gente y no hace falta más que buscarlos y matarlos. Claro, dado que los terroristas atacan a civiles, ¿por qué no elaborar políticas que no creen más terroristas, para empezar? Después del ataque de Datta Khel, ¿qué creen que pasó con los líderes de la comunidad moderados, proamericanos o prodemocracia? (Hablo de los que no murieron en el ataque, por supuesto.) ¿Vieron aumentado su prestigio? ¿El ataque les sirvió de argumento?

Es verdad, matamos a alguna gente. Algunos de ellos eran sin duda "malos". ¿Pero eso nos ha puesto más a salvo? En el vídeo, Lawrence Wilkerson, antiguo jefe de Gabinete del secretario de Estado Colin Powell, dice que lo importante no son las cifras de muertos. "El recuento de cadáveres en Vietnam tenía fallos como parámetro", dice, "y con los ataques con drones pasa lo mismo... Dígame, ¿cómo vamos a ganar si, cada vez que matamos a uno, creamos 10? Esa no es una medida que nos diga si estamos ganando. Lo que nos dice si estamos ganando es que los musulmanes decidan retirar su apoyo a la franja extremista y radical". David Kilcullen, antiguo asesor del general David Petraeus, está de acuerdo: "La reacción y la desestabilización política: esas son las cosas que, a la hora de la verdad, nos hacen más inseguros".

Parece claro que la Casa Blanca no desea un debate sobre esta cuestión, igual que tampoco recibió de buen grado, pese a las afirmaciones del presidente, el debate sobre el programa de vigilancia de la NSA tras las revelaciones de Snowden. Lo que el Gobierno parece querer es hacer discursos en los que proclama buenas intenciones, criterios exigentes y un compromiso de transparencia, pero luego declara que todo lo demás es secreto y no puede tocarse.

Por eso el nuevo vídeo de Greenwald es tan valioso. Nos permite un atisbo, aunque la Casa Blanca no quiera, de lo que están haciendo en nuestro nombre. "Estamos intentando", me dijo Greenwald, "usar el vídeo para conseguir que el Congreso presente una ley que prohíba los ataques distintivos". De modo que véanlo y comiencen el debate que el presidente asegura querer. Los misiles de los aviones no tripulados explotan en Pakistán, Afganistán y Yemen, pero sus consecuencias nos van a afectar a todos, aquí y durante años.

Traducción de María Luisa Rodríguez Tapia
Fuente: http://www.huffingtonpost.es/arianna-huffington/los-ataques-distintivos-y_b_3584957.html?utm_hp_ref=es-internacional

Las multinacionales informáticas colaboradoras de la NSA


14-07-2013

El caso Snowden
El lado oscuro de su fuerza



Para Fede, un informático humanista, que lleva con honestidad, rebeldía y coraje el nombre de García Lorca.

Parece que una vez más las tesis del marxismo clásico, o no tan clásico, en torno a las relaciones entre el poder político-militar y los grandes empresarios se confirman de nuevo positivamente, una y mil veces. La contrastación de nuevo parece confirmar la sólida conjetura.
Tomo pie en una información que ha sido elaborada por Glenn Greenwald, Ewen MacAskill, Laura Poitras, Spencer Ackerman y Dominic Rushe (L Poitras es una realizadora cinematográfica que colaboró en un intercambio electrónico con Snowden antes de su denuncia pública).
Ya sabíamos pero se ha confirmado lo sabido o sospechado: Microsoft, la empresa del gran “humanista” Bill Gates, mantuvo una estrecha colaboración con las agencias de inteligencia estadounidenses para facilitar la interceptación de mensajes privados de sus usuarios, según documentos de la NSA, de la Agencia de Seguridad Nacional de EEUU [1], que fueron desvelados el pasado jueves 11 de julio por The Guardian. La nueva información filtrada por el admirable ciudadano, perseguido y cercado por “la gran democracia del mundo”, Edward Snowden revela cómo Microsoft ayudó a la NSA a eludir el sistema de encriptación que protege las conversaciones entre usuarios a través del chat del portal Outlook.com. “Según los documentos, la agencia ya era capaz de acceder previamente a los mensajes de correo electrónico enviados con Outlook -que incluye el servicio de hotmail- antes de que el programa los codifique para su envío seguro.”
(Por cierto, no es ningún chiste: la última campaña de marketing de Microsoft lanzada en abril de 2013 enfatizaba el firme y esencial compromiso de la empresa con la seguridad ciudadana con el eslogan: "Tu privacidad es nuestra prioridad". ¡No pidan cicuta por favor!).
Pero… ¿hay más? Sí, hay más:
Microsot trabajó durante este año junto al FBI y la NSA para facilitar el acceso indiscriminado a la información archivada en la nube a través del servicio SkyDrive (cuenta con cerca de 250 millones de usuarios).
La situación afecta también a Skype, la compañía que Microsoft adquirió en 2011 por cerca de 6.000 millones de euros, que ayudó “a los servicios secretos de Estados Unidos para facilitar su labor al interceptar conversaciones en formato de vídeo y audio”.
Recuérdese que Edward Snowden (que desde el 23 de junio permanece en la zona de tránsito del aeropuerto Sheremétievo de Moscú), aportó documentos que atestiguan la existencia del programa Prism, un programa “que permite a las agencias de inteligencia acceder a la información que millones de usuarios almacenan en los servidores de compañías como Google, Microsoft y Facebook”.
Por supuesto: las empresas que aparecieron en estos documentos negaron que sus programas contengan puertas traseras para facilitar el acceso a la información privada de sus servidores.
Pero mintieron, todo el mundo sabe, todos sabemos que mintieron. Es una norma de obligado cumplimiento en sus alrededores.
De hecho, Microsoft aportó soluciones técnicas a los servicios secretos para permitir el acceso directo a las conversaciones encriptadas en Outlook.com [2]. La corporación, comandada actualmente por Steve Ballmer, trabajó "durante muchos meses" con los servicios secretos, como y había hecho en tiempos de Gates, “para otorgar al programa Prism acceso a SkyDrive sin autorización previa. La capacidad de acceso "significa que los analistas ya no tendrán que hacer una petición especial al SSO (un departamento de la NSA) para ello", se afirma en el documento.
En un comunicado dirigido a The Guardian, Microsoft ha señalado que se toma su "compromiso con los clientes y el cumplimiento de la ley de un modo muy serio" y que, por ello, sólo entrega información privada de los usuarios "en respuesta a procesos legales". ¡Como el hormigón! Cuando actualizan productos, afirman, sólo en algunas circunstancias, “hay obligaciones legales que requieren que mantengamos la posibilidad de ofrecer información para cumplir la ley o en respuesta a peticiones por seguridad nacional". ¡Nos sabemos todos los cuentos!
Se afirma que las últimas revelaciones sobre el modus operandi de la NSA ponen de manifiesto las tensiones entre las grandes empresas tecnológicas y la Administración Obama. “Los gigantes de Internet están presionando al Gobierno para permitirles hacer público de una manera más completa el alcance de su cooperación con la NSA para calmar a sus clientes” [3]. Teatro, puro teatro de sombras para entretener al personal y aparentar lavar su sucia cara (“Tensiones” equivale aquí a colaboraciones).
Recordemos también que desde que se hizo pública la existencia del plan masivo de espionaje, tanto Microsoft como el resto de compañías vinculadas en los informes filtrados por Snowden, han negado tener conocimiento del programa de vigilancia y han insistido en que las agencias de espionaje no tienen acceso a sus sistemas. ¡Vale! En la misma línea se han manifestado los portavoces de Skype, compañía que afirma estar "comprometida con el respeto a la privacidad y confidencialidad de los datos personales, la información sobre la navegación y el contenido de las comunicaciones" de sus clientes, de todos sus clientes. Mentiras sobre mentiras: comunicaciones internas de la NSA a las que ha tenido acceso The Guardian “sugieren que la cooperación entre el Gobierno y las empresas es profunda y se mantiene vigente”.
No hace falta seguir: el capitalismo tecnológico no es un humanismo pacifista y rebelde. Las TIC no son la nueva salvación de alma humana.
Siendo la situación la que es, la que de hecho todos sospechábamos o sabíamos: ¿por qué seguimos educando a nuestros jóvenes con aplicaciones varias y sistemas operativos made in Microsoft cuando existen alternativas claras, eficaces y funcionales en el ámbito del software privado? ¿Por qué y de dónde los contratos entre las Administraciones del Estado (incluida, por ejemplo, la Generalitat de Catalunya), y Microsoft? ¿Qué sentido tiene la actual dependencia con la multinacional que colabora con los servicios secretos y no tan secretos usamericanos? ¿Seguimos a los pies del Imperio y sus brazos tecnológicos? ¿Avanzar socialmente no significa hoy alejarse de ese nido de víboras y de serpientes insaciables y serviles al servicio de las aristas más belicistas del Imperio ecosuicida? ¿Vamos a seguir usando, por ejemplo, los productos de Apple? ¿Vamos a seguir usando los utensilios de una de las mayores empresas desalmadas del planeta, serviles hasta el vómito con los lados más oscuros del poder y sus secuaces?
“El capitalismo y la “humanidad” son un oxímoron”. “El capitalismo siempre anda en “tiempos difíciles”. “El capitalismo es el desvarío por excelencia”: son lemas del gran ecologista cooperativista Paco Puche. ¿Tendrá razón el amigo Paco? ¿De verdad que exagera?

Notas:
[1] http://www.publico.es/internacional/458795/microsoft-ayudo-al-espionaje-estadounidense-a-interceptar-mensajes-segun-the-guardian
[2] Así parece desprenderse de un documento (fechado el 26 de diciembre de 2012) que The Guardian atribuye a una comunicación interna de la NSA: "MS (Microsoft), trabajando con el FBI, desarrollada la capacidad de vigilancia para hacer frente (al problema)". "Las soluciones fueron probadas con éxito y entraron en funcionamiento el 12 de diciembre de 2012".
[3] http://internacional.elpais.com/internacional/2013/07/11/actualidad/1373569026_728355.html

Salvador López Arnal es miembro del Frente Cívico Somos Mayoría y del CEMS (Centre d’Estudis sobre els Movimients Socials de la Universitat Pompeu Fabra de Barcelona; director Jordi Mir Garcia)

Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.

EEUU:Radios comunitarias: un tesoro público a proteger



Democracy Now!


Un micrófono encendido y un radiotransmisor en manos de un líder comunitario imparten poder. Hay quienes lo comparan con el efecto transformador del descubrimiento del fuego. Por ese motivo, la posibilidad de que existan 1.000 nuevas radios comunitarias en Estados Unidos, para lo cual la Comisión Federal de Comunicaciones (FCC, por sus siglas en inglés) recibirá solicitudes en octubre, es fundamental y urgente.

Los trabajadores rurales que deben realizar su labor bajo el intenso calor de los campos de Florida, cerca de la remota localidad de Immokalee, trabajaban en condiciones que el fiscal estadounidense Doug Molloy describió como “lisa y llana esclavitud”. Algunos trabajaban de sol a sol, bajo la vigilancia de guardias armados, y percibían un salario de tan solo 20 dólares a la semana. Hace veinte años se organizaron y formaron la Coalición de Trabajadores de Immokalee. Diez años más tarde, con la colaboración del Proyecto Radial Prometheus, una organización sin fines de lucro de Filadelfia, los trabajadores inauguraron su propia radio comunitaria, denominada Radio Consciencia, para servir a la comunidad de agricultores e informar, movilizar y ayudar a los trabajadores en dificultades a forjar una vida mejor.

Mientras las empresas que son propietarias de los medios más grandes del planeta se han consolidado en los últimos veinte años, lo que provocó una concentración del poder de los medios en pocas manos, se ha producido un florecimiento poco difundido de los pequeños medios locales. Un elemento fundamental de este sector son las radios comunitarias, que en Estados Unidos surgieron del movimiento denominado Low-Power FM o movimiento de FMs de baja potencia. En octubre de este año, los grupos comunitarios de Estados Unidos tendrán una oportunidad única en toda una generación de solicitar a la Comisión Federal de Comunicaciones una licencia de radio para instalar una FM de baja potencia. Sin embargo, los medios masivos prácticamente no informan acerca de este importante acontecimiento.

“Se trata de una oportunidad histórica para las comunidades de todo el país de tener una voz en el aire”, afirmó Jeff Rousset, líder nacional del Proyecto Radial Prometheus. “Se supone que las ondas de radio pertenecen a la población. Esta es la oportunidad de los grupos comunitarios de ser propietarios y tener el control de sus propios medios”. Prometheus se creó en 1998 y lleva su nombre en honor al héroe de la mitología griega que le dio el fuego a los seres humanos para hacerles la vida más fácil.

En las décadas de 1980 y 1990, decepcionadas por el fracaso del sistema de medios comerciales y públicos, a los que las comunidades tenían cada vez menos acceso y que aparentemente estaban reservados a las empresas y los grupos de interés, algunas personas lanzaron radios “piratas” en comunidades de todo el país. Estas radios se denominaban así debido a que no contaban con una licencia de la FCC. Tras la persecución de agentes federales a las radios que intentaban transmitir, los fundadores de las llamadas radios ‘piratas’ crearon Prometheus, una iniciativa para cambiar las leyes federales y abrir el dial a una nueva generación de radios comunitarias no comerciales. Después de quince años de lucha, ganaron la batalla. Jeff Rousset me dijo: “Vamos a convertir la estática en sonido y utilizarlo para amplificar las voces de la gente de todo el país”.

Lejos de Immokalee, en el otro extremo del país, trabajadores rurales de la localidad de Woodburn, Oregon, luchaban contra las malas condiciones de trabajo, similares a las de los recolectores de tomate y sandía de Florida. La mayor organización latina de Oregon, Pineros y Campesinos Unidos del Noroeste (PCUN), fundó una radio de baja potencia denominada Radio Movimiento. El presidente de PCUN, Ramón Ramírez, explicó en Democracy Now!: “Somos parte del movimiento que lucha para convencer al Congreso de que abra las ondas de radio a las organizaciones comunitarias, los sindicatos y los grupos por los derechos de los inmigrantes, para que puedan utilizarlos como herramienta para organizarse, y Radio Movimiento: La Voz del Pueblo es nuestra emisora de radio, fundada con la ayuda del Proyecto Radial Prometheus. Hemos podido utilizarla no solo como herramienta de organización de los trabajadores rurales (somos el Sindicato de Trabajadores Rurales de Oregon), sino también para brindar información y dar voz a quienes nunca la tuvieron. Por ejemplo, transmitimos en cuatro lenguas indígenas de México y América Central y les damos a esas personas una voz en la comunidad que nunca antes tuvieron”.

Cuando estaba cubriendo el levantamiento Zapatista en Chiapas, México en 1994, asistí a la primera conferencia de prensa realizada por los comandantes zapatistas, entre ellos el Subcomandante Marcos y la Comandante Ramona. Convocaron la conferencia específicamente para los periodistas radiales mexicanos. La radio, afirmó Marcos, es la forma más accesible de comunicación masiva. Hasta la localidad más pobre tiene al menos una radio alrededor de la cual la gente puede reunirse, sostuvo.

En la actualidad se ha atribuido, con razón, a las redes sociales como Twitter y Facebook el haber sido un apoyo fundamental de movimientos sociales como la Primavera árabe. Sin embargo, la mayoría de las personas en Estados Unidos se informa a través de los medios tradicionales, fundamentalmente la radio y la televisión, especialmente en el caso de grupos que están aislados por causa de la llamada “brecha digital”: los pobres, los inmigrantes y otras comunidades marginadas.

Las solicitudes para la apertura de nuevas radios FM de baja potencia deberán realizarse en octubre y es preciso una importante planificación del grupo solicitante si desea que su propuesta sea aprobada. Los trabajadores de Oregon no tenían conocimientos de radio. Prometheus reclutó a 300 activistas de los medios de todo el mundo para que los ayudaran a salir al aire mediante la realización de una minga comunitaria. Los activistas voluntarios literalmente construyeron la emisora desde los cimientos.

Las ondas de radio son un tesoro público que debemos recuperar. El Proyecto Radial Prometheus te está esperando.

Denis Moynihan colaboró en la producción periodística de esta columna.

© 2013 Amy Goodman

Texto en inglés traducido por Mercedes Camps. Edición: María Eva Blotta y Democracy Now! en español, spanish@democracynow.org

Amy Goodman es la conductora de Democracy Now!, un noticiero internacional que se emite diariamente en más de 750 emisoras de radio y televisión en inglés y en más de 400 en español. Es co-autora del libro "Los que luchan contra el sistema: Héroes ordinarios en tiempos extraordinarios en Estados Unidos", editado por Le Monde Diplomatique Cono Sur.
Fuente: http://www.democracynow.org/es/blog/2013/7/12/radios_comunitarias_un_tesoro_pblico_a_proteger

sábado, 13 de julho de 2013

Alto a las corporaciones agroindustriales



India

Alto a las corporaciones agroindustriales



IPS



La privatización de los recursos de la tierra es una receta para la escasez y la desertificación, para la violencia contra las mujeres, el hambre y, como sucede en la India, el suicidio de los campesinos.

Hasta no hace mucho el agua y la biodiversidad han sido en la India bienes comunes utilizados por las mujeres. Este es el sistema que está siendo amenazado por la privatización.
El cuidado del suelo durante generaciones es parte de una cultura según la cual los seres humanos tienen a la tierra en custodia y la reconocen como una madre que nutre a la humanidad. Un buen uso agrícola mejora al suelo y fabrica humus, que es el quid de la fertilidad de la tierra. Cuando la tierra es convertida en una mercadería, el suelo puede desaparecer en la imaginación y en la realidad.
Un aviso de la compañía constructora e inmobiliaria EMAAR-MDG, con sede en Dubai, que se propone “Hacer una nueva India”, dice: “Donde ahora hay campo habrá casas, centros comerciales, clubes de golf.” Lo que se olvida es que donde hay campos hay un suelo, cultivos, poblaciones y campesinos, especialmente mujeres agricultoras, que en la India integran la mayor parte del campesinado.
Cuando el suelo es cedido al hormigón y los caseríos se convierten en selvas de cemento, las comunidades dejan paso a las corporaciones empresariales y a los consumidores, y las mujeres como productoras a las mujeres como sexo disponible.
La conversión de la tierra en mercancía va de la mano con el uso y abuso de la química en la agricultura. La India gasta anualmente unos 2.000 millones de dólares en subsidios para fertilizantes químicos.
Al suelo viviente se le introducen insumos externos como los fertilizantes sintéticos, que con el tiempo destruyen los procesos por los cuales se crea la fertilidad de la tierra.
Las mujeres son expertas en el empleo de insumos internos en la agricultura, ya que trabajan con los productos de la propia tierra para fertilizar el suelo. No hacen falta insumos externos. Los materiales orgánicos son reciclados y convertidos en compost, o sea en fertilizantes orgánicos, mientras que los cultivos de leguminosas fijan nitrógeno en la tierra.
El otro insumo externo en la agricultura está constituido por las semillas compradas. En la medida que las semillas se convierten en propiedad de las corporaciones, éstas crean semillas “no renovables” de modo que los agricultores se vean forzados a comprarlas todos los años. Las deudas en las que se incurre al comprar éstos y otros insumos externos constituyen la principal razón para la epidemia de suicidios de granjeros, que a su vez dejan a viudas endeudadas y sin tierra. Los agroquímicos contaminan la tierra y nuestros cuerpos, en tanto que las semillas “no renovables” de las corporaciones agroindustriales atentan contra la biodiversidad y la libertad de los campesinos.
El acceso a las simientes está siendo obstruido por leyes que hacen ilegal el manejo por parte de los campesinos de las semillas como un bien común y conceden al estado el poder de otorgar licencias a las variedades, lo que obliga a los granjeros a buscar la aprobación del Estado a través del registro de las patentes. El pretexto es el control de la calidad, pero los criterios usados para otorgar las licencias en realidad niegan a los campesinos el derecho a utilizar sus propias simientes tradicionales, forzándolos a adquirir las semillas de las corporaciones agroindustriales.
El gobierno de la India trató de introducir tal ley en la forma de la Seed Act 2004. Sin embargo, nosotros llevamos a cabo una amplia y exitosa campaña de no cooperación y declaramos que ahorrar y compartir semillas era un deber y no un crimen, así como que continuaríamos ahorrando y compartiendo nuestras semillas y defendiendo a la biodiversidad.
En el caso de la biodiversidad, el acorralamiento de los bienes comunes biológicos está teniendo lugar a través de las patentes. Las patentes sobre biodiversidad constituyen el centro del artículo 27.3 (b) del Acuerdo sobre Derechos de Propiedad Intelectual Relacionados con el Comercio de la Organización Mundial del Comercio (OMC). Un problema asociado con las patentes es el de la biopiratería practicada por las corporaciones, el pirateo y patentado de la sabiduría indígena y de la biodiversidad, como ocurre en el caso de patentes sobre el trigo, el arroz basmati y otras especies vegetales autóctonas de la India, como neem y haldi. Desde que una patente otorga un derecho exclusivo para usar, producir, vender los productos patentados y procesarlos, las patentes sobre la biodiversidad y las semillas de hecho impiden el uso y acceso a las semillas como bien común.
Una agricultura estable sólo puede basarse en la vigencia de los derechos, fundamentalmente de los derechos de los campesinos y del pueblo, no de los de las corporaciones privadas.

Vandana Shiva es bióloga, ambientalista y escritora.
Fuente: http://www.ipsnoticias.net/2013/07/india-alto-a-las-corporaciones-agroindustriales-2/