sexta-feira, 30 de maio de 2025

Jazz e descolonização Trilha Sonora para um Golpe de Estado bbbb

https://sesc.digital/conteudo/filmes/cinema-em-casa-com-sesc/trilha-sonora-para-um-golpe-de-estado Golpe de Estado Johan Grimonprez Miles DavisLouis ArmstrongFidel Castro Jazz e descolonização se entrelaçam nessa montanha-russa que reescreve o episódio da Guerra Fria que levou os músicos Abbey Lincoln e Max Roach a invadir o Conselho de Segurança da ONU em protesto contra o assassinato de Patrice Lumumba.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

ILUMINISMO MAIS ESQUERDA

O núcleo político fundamental do Iluminismo (Aufklärung, esclarecimento), composto por um particular arranjo conceitual envolvendo individualismo, liberalismo e filosofia da história, permeou a teoria política contemporânea sob a forma de versões revistas e adaptadas, mas em alguma medida derivadas do arranjo conceitual original – essa é a hipótese imediata deste artigo. Há, ainda, uma hipótese mediata e menos elementar: o individualismo iluminista fora verdadeiramente herdado não pelo neoliberalismo, como sempre se pretende, mas sim e mais propriamente pela sociologia "de esquerda"1. Cabe indagar, de pronto, por que o núcleo conceitual do Iluminismo se fez presente na teoria política contemporânea? A razão é que a teoria política tem como preocupação pivotal a legitimação do poder político do homem sobre o homem, contudo, partindo do arranjo conceitual básico do Iluminismo, essa tarefa de legitimação revela-se aporética: o inacabado projeto iluminista se renovou de tempos em tempos, mas não se pôde concluir satisfatoriamente no correr da modernidade. Esses conceitos estão na ordem do dia e, muito embora não preservem, isoladamente, sua carga original, o sentido político do arranjo está preservado: a aporia da legitimação política. Seria possível fazer o percurso da "dialética do esclarecimento" na chave materialista da teoria crítica da sociedade – mas este artigo pretende abordar especificamente a articulação interna entre individualismo, liberalismo e filosofia da história na inescapável tensão oriunda desse amálgama. https://docs.google.com/document/d/1n0cLKZ5SvyPwsB6vxDkvAvbKaPVodsesQNyR9mgayU0/edit?tab=t.0 Individualismo, liberalismo e filosofia da história https://www.scielo.br/j/ln/a/rXxK9VFbyKRNcWhQvdmX7rx/?format=pdf VER ENTRANÇO RAZÃO

quarta-feira, 28 de maio de 2025

LIBERALISMO X COMUNITARISMO AI do google

https://www.google.com/search?q=COMUNITARISMO+VERSUS+LIBERALISMO.+ESTADO+DE&rlz=1C1UEAD_enBR1151BR1151&oq=COMUNITARISMO+VERSUS+LIBERALISMO.+ESTADO+DE&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIJCAEQIRgKGKABMgkIAhAhGAoYoAEyCQgDECEYChigATIJCAQQIRgKGKABMgkIBRAhGAoYoAHSAQgyNjg3ajBqN6gCALACAA&sourceid=chrome&ie=UTF-8 O liberalismo e o comunitarismo representam perspectivas distintas sobre o papel do Estado e o significado da comunidade na sociedade. O liberalismo enfatiza a liberdade individual, o individualismo e a necessidade de um Estado neutro que proteja os direitos individuais, enquanto o comunitarismo enfatiza a importância da comunidade, os valores sociais e a necessidade de um Estado que promova o bem-estar comum. Liberalismo: Prioridade da liberdade individual: O liberalismo defende a liberdade de escolha, expressão e ação, reconhecendo o indivíduo como o centro da sociedade. Papel do Estado: O Estado liberal deve garantir a liberdade individual, proteger os direitos de propriedade e manter a ordem, com uma intervenção mínima na vida social e econômica. Individualismo: O liberalismo enfatiza a importância da autonomia individual e da capacidade de cada um definir seu próprio caminho. Neutralidade do Estado: O Estado liberal deve ser neutro em relação às diferentes visões de bem-estar e à cultura, não promovendo ou impedindo nenhuma delas. Comunitarismo: Importância da comunidade: O comunitarismo defende que o indivíduo é membro de uma comunidade e que a identidade e os valores comunitários são importantes para a formação do indivíduo e da sociedade. Papel do Estado: O Estado comunitarista pode ter um papel mais ativo na promoção do bem-estar social e na garantia da igualdade, reconhecendo a importância da comunidade e da solidariedade. Valores sociais: O comunitarismo valoriza a cultura, a tradição e a identidade social, defendendo que o Estado deve refletir e promover esses valores. Critica ao individualismo: O comunitarismo critica o individualismo liberal, argumentando que ele pode levar à fragmentação social e à perda de valores comunitários. Conflito: O debate entre liberalismo e comunitarismo é marcado pela tensão entre a liberdade individual e a importância da comunidade. Os liberais argumentam que o comunitarismo pode limitar a liberdade individual e impor uma visão de bem-estar que pode não ser consensual. Os comunitaristas argumentam que o liberalismo pode ignorar a importância da comunidade e levar à fragmentação social e à perda de valores. O debate também se estende à questão da justiça, com os liberais priorizando a justiça procedimental (igualdade de tratamento) e os comunitaristas priorizando a justiça distributiva (equidade na distribuição de recursos). Em resumo: O liberalismo e o comunitarismo oferecem visões distintas sobre a relação entre o indivíduo e a comunidade, com o liberalismo enfatizando a liberdade individual e o comunitarismo enfatizando a importância da comunidade e dos valores sociais. O debate entre essas duas perspectivas é fundamental para a compreensão das questões políticas e sociais contemporâneas. Gisela Gonçalves, COMUNITARISMO OU LIBERALISMO O Estado Liberal deve sim, ser neutro nas suas finalidades por relação a qualquer concepção de bem. Os Comunitaristas (concepção p... BOCC A justiça segundo liberais e comunitaristas - Mateus Salvadori 24 de mar. de 2022 — Enquanto os liberais priorizam o justo sobre o bem, os comunitaristas defendem a prioridade do bem sobre o justo... Mateus Salvadori Liberalismo económico – Wikipédia, a enciclopédia livre Destaca a propriedade privada como direito fundamental e preconiza uma intervenção mínima do Estado na economia, enfatizando a des... Wikipedia Mostrar todos

terça-feira, 27 de maio de 2025

CORPO

[PDF] Fenomenologia do corpo em Michel Henry: uma leitura a partir da imanência subjetiva Do corpo à carne em Michel Henry ACR Cunha - Synesis, 2018 Resumo:O que constitui a realidade substancial do ser humano é a sua carne. Na sua obra Encarnação: Uma Filosofia da Carne, o fenomenólogo francês Michel Henry começa por opôr a carne viva e sensível, que experimentamos permanentemente no interior de nós, ao corpo material e inerte que podemos ver do exterior, semelhante aos outros objetos que encontramos no mundo. A sua reflexão conduziu-o à inversão da fenomenologia de Husserl, que apenas conhece como fenómeno o aparecer do mundo, ou seja, a exterioridade. A fenomenologia de Michel Henry, designada por fenomenologia da vida, fenomenologia da carne ou fenomenologia não-intencional, baseia-se na imanência e não na relação sujeito-objeto. O corpo objeto do mundo, o corpo visível, é o corpo aparente. O corpo real é ocorpo vivo, um feixe de poderes que desenvolvemos a partir do nosso interior. Vem dentre outros de Maurice Merleay-Ponty, nome referência na questão com as obras Fenomenologia da percepção, O visível e o invisível. Seguindo Husserl, Merleau-Ponty tenta revelar a estrutura fenomenológica da percepção. Ele escreve que, embora a "noção de sensação ... pareça imediata e óbvia", ela é de fato confusa. Merleau-Ponty afirma que, porque as "análises tradicionais" o aceitaram, elas "perderam o fenômeno da percepção". Merleau-Ponty argumenta que, embora a sensação possa ser entendida como "o modo como sou afetado e a experiência de um estado de mim mesmo", não há nada na experiência que corresponda a "sensação pura" ou "um átomo de sentimento". Ele escreve que, "A suposta autoevidência da sensação não se baseia em nenhum testemunho de consciência, mas em um preconceito amplamente difundido".[2] Sua tese central é a da "primazia da percepção". Ele critica a postura cartesiana de “cogito ergo sum” e expõe uma concepção diferente da consciência. O dualismo cartesiano corpo-mente é questionado como a forma primária de existir no mundo, e é finalmente rejeitado em favor de uma concepção intersubjetiva ou conceito dialético e intencional de consciência. O corpo é central para a explicação da percepção de Merleau-Ponty. Para ele, a capacidade de refletir vem de um terreno pré-reflexivo que serve de base para a reflexão sobre as ações. A explicação de Merleau-Ponty sobre o corpo o ajuda a minar o que havia sido uma concepção de consciência de longa data, que gira em torno da distinção entre o para-si (sujeito) e em-si (objeto), que desempenha um papel central na filosofia de Jean-Paul Sartre , cujo Ser e nada foi lançado em 1943. O corpo está entre essa distinção fundamental entre sujeito e objeto, existindo ambiguamente como ambos. /// Ver "o mundo da consciência", livro comprado [PDF] unirioja.es Levinas e Kant: um estudo a partir da autonomia e heteronomia

KANT várias

KANT várias file:///C:/Users/Nivaldo/Downloads/Dialnet-CulturaYFelicidadEnKant-1087977%20(1).pdf felicidade (fim necessário, ideal não da razão mas da imaginação, com fundamentos empíricos, mas de um ideal que inclui a ideia de totalidade imaginária, um pano de fundo sobre o qual se dependuram as decisões, com vistas a um ser naturalmente em busca da felicidade, como exigência da moral, que atende à razão. A felcidade não é eudamonia nem beatitude, uma satisfação das próprias inclinações, inclinação da própria imaginação segundo o ideal proporcionado pela própria imaginação. CULUTURA - perfeição da natureza humana (abstrato, totalidade). Cultura como fim da natureza (necessidade e expressão única). Língua universal (ver Herder) Todos os universais (espécie humnana, liberdade, ...) totalidade, ideal monista. Argumento teleológico para a moral e a cultura. A cultura atende a uma demanda da natureza, o seu último fim. NATUREZA - A história arranca a natureza de seu destino puramente instintivo, para uma natureza racional. Daí a razão como motor do progresso histórico, em nenhum caso redutível á mera natureza. FILOSOFIA DA HISTÓRIA: a Filosofia da História tem como premissas, por exemplo, a ideia de que a história da humanidade está sempre em uma ascensão do mais primitivo para o mais civilizado dos mundos; ou de que estamos em uma ascensão à paz perpétua e ao esclarecimento; de que caminhamos rumo a uma vida cosmopolita. Tais premissas nos revelam, de antemão, uma noção de liberdade e, diante disso, vemos que estasprerrogativas iniciais nos levam a crer que a humanidade se encontra em um contínuo progresso que tem em sua base um ideal de liberdade. : a que tipo de liberdade e que tipo de progresso podemos nos referir no pensamento de Kant ao proferirmos tal afirmação? CIÊNCIA> Esta é, em Kant, marcadamente a geometria euclidiana e a mecânica newtoniana. Ciência Política, e ainda expor alguns conceitos sobre estas. Concluiu-se que a teoria de Kant está estritamente ligada à Ciência Política, visto que seu objeto de estudo é a solução pacífica de conflitos que ocorrem entre indivíduos e entre estes e o Estado. DEMOCRACIA: Kant, a democracia e o liberalismo R Salatini - Revista de Direitos e Garantias Fundamentais, 2010 Citar Citado por 8 Artigos relacionados Todas as 4 versões [PDF] emnuvens.com.br A Educação em Kant como condição da autonomia do indivíduo JWR de Brito, FJG de Lima - Cognitio-Estudos: revista eletrônica de filosofia, 2017 Citar Citado por 6 Artigos relacionados Todas as 6 versões [PDF] pucsp.br [B] Compreender Kant O Dekens - 2008 Citar Citado por 63 Artigos relacionados Levinas e Kant: um estudo a partir da autonomia e heteronomia S Grzibowski - Revista de Filosofia Aurora, 2010 Citar Citado por 10 Artigos relacionados Todas as 5 versões [PDF] pucpr.br

segunda-feira, 26 de maio de 2025

ROUSSEAU DEMOCRACIA BIBLIO

[B] A democracia em Rousseau: a recusa dos pressuposto liberais LV Vieira - 1997 Citar Citado por 72 Artigos relacionados A democracia em Jean-Jacques Rousseau CIP Ribeiro - 2007 Citar Citado por 9 Artigos relacionados [PDF] uminho.pt Democracia e contratualismo nas concepções de Hobbes e Rousseau: uma abordagem histórica A de Lima Paniza - Revista Brasileira de Direito Constitucional, 2004 Citar Citado por 10 Artigos relacionados Todas as 4 versões [PDF] esdc.com.br

domingo, 25 de maio de 2025

o EU

EM KANT: O “eu penso” é aquele que pensa as categorias que se aplicam às representações, ele é um ato da apercepção (entenda-se consciência da percepção), a expressão universal do uno. Ele é, portanto, o sujeito do conhecimento, uma vez que para poder pensar um objeto, e dele ter qualquer conhecimento, é necessário que o ‘eu penso’ (entendimento) acompanhe a representação. Com relação à intuição, deve-se compreender que ela é uma representação que pode ser dada antes do pensar, mas deve-se também compreender que todo o múltiplo da intuição possui uma referência ao ‘eu penso’, promovendo assim a unidade da consciência da apercepção. Com isso, tem-se que o sujeito transcendental pode ser dito como uma consciência de um sujeito autossuficiente capaz de ligar todas as representações através de um juízo, o qual reúne de modo transcendental as condições formais do entendimento e da sensibilidade. Assim, a produção do conhecimento em Kant está na unidade sintética da consciência, um sujeito autônomo que por si é autossuficiente sobre ele mesmo e sobre o objeto. A unidade da apercepção deve ser referente de modo idêntico ao múltiplo das representações, uma vez que pelo múltiplo dado na intuição o Eu concebe ligação e configura a consciência da apercepção. Assim, é preciso ser consciente de uma síntese necessária das representações, ou seja, Kant corrobora que é necessário que o sujeito tenha consciência da necessidade de uma síntese do múltiplo dado e também da própria unidade da apercepção. Nas palavras de Kant: Sou, portanto, consciente de mim mesmo idêntico com referência ao múltiplo das representações dadas a mim numa intuição, pois denomino minhas todas as representações em conjunto que perfazem uma só. Isto equivale, porém, a dizer que sou consciente de uma síntese necessária delas a priori que se chama a unidade sintética originária da apercepção, sob a qual se encontram todas as representações Girotti. A Crítica de Hegel ao dualismo.... Rev. Simbio-Logias, V.3, n.4, Junho/2010. 8 dadas a mim, mas sob a qual foram postas por uma síntese. (KANT, 1983, p. 86, grifo do autor). O “eu penso” kantiano configura-se como um eu racional que intui a si mesmo no tempo, reconhece a si, e acompanha as representações, sendo o eu o responsável pela unidade de toda a apercepção. Ao contrário, o eu “hegeliano”, segundo Moraes (2003), é a representação do pensar, pois, ele não acompanha, mas está em todas as representações, uma vez que o eu identifica-se com o pensar. Hegel interpreta o “eu penso” kantiano “como fundamento determinado dos conceitos do entendimento” (1988, p. 104, §42, grifo do autor), pois, o múltiplo da sensação ao qual o eu se refere deve ser reduzido a unidade numa consciência e esse referir, é para Hegel, os próprios conceitos puros do entendimento – as categorias – que permitem unir o múltiplo dado na intuição sensível produzindo conceitos e conhecimento. Em Kant, isso pode ser dito do seguinte modo: tem-se um múltiplo sensível dado na intuição que deverá ser submetido à unidade da consciência através das categorias (conceitos puros) do Entendimento, com o auxílio do Juízo, que é a faculdade de ‘por algo sob algo’, ou, de submeter uma representação a seu conceito. Em outras palavras: as categorias promovem a unidade da intuição por meio de um juízo sobre o múltiplo submetendo esse à apercepção em geral (categorias). Assim, o múltiplo é determinado pelas funções lógicas do julgar em referência aos conceitos em geral, isto é, determinado pelas categorias que são as funções do julgar. Disso pode-se afirmar o seguinte: o pensamento é papel das categorias, enquanto a intuição fornece dados para serem pensados. Assim, a conjugação entre os dados e a promoção da unidade da apercepção através das categorias do entendimento promove o conhecimento, isto é, a referência do conceito, como unidade processada do múltiplo, à representação do objeto dada na intuição sensível. No adendo do §20 da Enciclopédia, Hegel expressa sua interpretação do Eu kantiano, como um Eu que pensa a si mesmo excluindo os outros Eus: Igualmente quando digo:<>, viso-me a mim como um este que exclui todos os outros; mas o que eu digo, Eu, é justamente cada um; Eu, que exclui a si todos os outros. – Kant serviu-se da expressão manca de que o Eu acompanha todas as minhas representações, e também as sensações, desejos, acções, etc. Eu é o universal em si e para si; e o comum (Gemeinschaftlichkeit) é também uma forma, mas uma forma externa da universalidade. Todos os outros homens têm em comum comigo o serem Eu, como a todas as minhas sensações, representações, etc. é comum serem as minhas. Mas o Eu como tal, em abstrato, e a pura relação a si mesmo, na qual se abstrai do representar, do sentir, de todos os estados e de todas as particularidades da natureza, do talento, da experiência, etc. O eu é, pois, a existência da universalidade totalmente abstrata, o abstratamente livre. Por isso, o eu é o pensar enquanto sujeito; e visto que eu estou simultaneamente em todas as minhas sensações, representações, estadoSD ETC Em Hegel, tem-se que o Eu é uma mediação consigo mesmo para o outro reconhecendo a si mesmo através do outro de si. O Eu é, portanto, um por-se-a-si-mesmo, uma mediação consigo mesmo no tornar-se outro, percebendo a si como um outro de si mesmo. Isso mostra que sujeito e objeto são interdependentes, e o objeto não é meramente uma projeção do sujeito, visto que o objeto é um ser outro do sujeito ao mesmo tempo em que é em si mesmo, e o sujeito é para si ao reconhecer-se no objeto como um ser outro de si mesmo. Nesse sentido, a união do sujeito e objeto está no conhecer, pois, o sujeito ao conhecer o objeto o determina e este determina o sujeito. O sujeito reconhece o objeto e reconhece a si mesmo. O sujeito que conhece, conhece algo, o que configura o próprio autoconhecimento do sujeito. Com isso, Hegel configura o sujeito como um sujeito-objeto para si mesmo, pois, seu objeto é ele mesmo dentro de um movimento de identificação que conduz ao substancial, ao uno, ao sujeito. O verdadeiro, o substancial, é a Ideia, que é o Absoluto, enquanto que o verdadeiro é o todo racional, a essência que é obtida no tornar-se, o vir a ser no âmbito do desenvolvimento do conceito. Isso tudo é contrário ao Eu kantiano, o Eu que acompanha suas representações e conhece o objeto por aproximar-se do objeto, mas sem interagir com ele a ponto de se reconhecer nele, tal como ocorre na dialética hegelian Disso pode-se compreender o seguinte: Hegel constrói um sistema do todo e o divide em partes que se completam em um todo orgânico, passando pela Lógica, pela Natureza e pelo Espírito, como ponto final que também é o início, pois, não há fim e começo, não há círculo vicioso e sim um movimento dialético em ‘espiral’. Já em Kant, o que se vê é um sistema que se divide em partes que constitui o aparato cognitivo do sujeito que conhece, Para Hegel, a ideia é a reunião do sujeito-objeto, ela é a verdade, a correspondência entre a objetividade e o conceito. Enquanto que para Kant, a ideia é uma unidade que não possui nenhuma relação direta com o sensível, com o mundo dos objetos reais e efetivos, ao mesmo tempo em que, o conceito em sentido kantiano, só é verdadeiro se o mesmo possui um representante sensível. Em Hegel, o conceito é efetivo e válido quando se desdobra num movimento dialético negando a si mesmo e retornando a si, reconhecendo-se em um ser outro, que é um outro de si mesmo. A ideia hegeliana é a representação do Conceito em sua efetividade, a reunião de todas as determinações do Conceito.